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Quando produtos viram serviços, o planeta agradece

Nessa nova era, vence a empresa que melhor resolve o problema. E o planeta também.

3 mai 2022 01h00
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Foto: Adobe Stock

Entramos na “Era dos Serviços”, movimento no qual muitas empresas deixam de apenas fabricar ou vender produtos para tornarem-se prestadoras de serviço com modelos de negócio por assinatura. Praticamente tudo já pode ser contratado “as a service” — de celulares a carros e móveis.

Essa tendência é impulsionada pela crescente demanda dos clientes — pessoas físicas e jurídicas — por flexibilidade, conveniência e pagamento facilitado. Para além disso, os impactos da economia dos serviços no longo prazo podem trazer benefícios transformadores para o planeta no que diz respeito ao consumo consciente.

Não é difícil de entender por que assinar pode ser mais sustentável que comprar. Telefones celulares, por exemplo, são trocados a cada dois anos no Brasil, apesar de muitos durarem cinco anos ou mais. Milhões de aparelhos acabam parados em gavetas ou descartados no meio ambiente.

Com serviços de assinatura, como a Leapfone, um smartphone que já não serve para uma pessoa pode ser reformado e disponibilizado para outra, ganhando nova vida. Essa lógica vale para carros, eletrodomésticos, maquinário e qualquer outro bem durável que possa ser assinado. A logística circular, no entanto, é apenas o começo da mudança de paradigma.

Seja a obsolescência programada, planejada ou apenas percebida, a verdade é que as empresas hoje dependem de que os produtos sejam vistos como ultrapassados para impulsionar vendas e manter a roda girando. Não é economicamente interessante criar produtos que durem como as geladeiras de antigamente.

Por outro lado, cada vez mais fabricantes tornam-se prestadores de serviços. Brastemp com assinatura de purificadores de água, HP alugando impressoras para empresas, Renault e outras montadoras oferecendo assinatura de automóveis são apenas alguns exemplos concretos desse movimento no Brasil.

Na medida em que cada vez mais produtos tornam-se serviços, ninguém mais tem interesse em ciclos curtos de vida. Passa a ser do interesse dos próprios fabricantes que seus produtos sejam duráveis, reparáveis e recicláveis, como disse a dinamarquesa Ida Auken no World Economic Forum de 2016. O jogo tende a virar.

Na era dos serviços, empresas ganham com receita previsível recorrente, fidelização e ampliação de sua oferta com serviços agregados. A diferenciação para o consumidor passa a acontecer por meio da implementação de melhorias contínuas e da qualidade do serviço prestado. Nessa nova era, vence a empresa que melhor resolve o problema. E, com isso, só temos a ganhar. Eu, você e o planeta.

(*) Stephanie Peart é empreendedora e Head da Leapfone, startup do segmento de Phone as a Service. 

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