PUBLICIDADE

Projeto instala Unidades Demonstrativas de agloflorestas na Mata Atlântica

27 mai 2022 17h12
ver comentários
Publicidade

São Paulo, 27 - O SiAMA (Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica) estabeleceu 22 Unidades Demonstrativas (UDs) de agroflorestas em regiões da Mata Atlântica entre 2021 e 2022, o equivalente a cerca de 11 campos de futebol. As UDs são áreas de plantio de Sistemas Agroflorestais (SAFs) que podem ser visitadas com finalidades de divulgação, difusão de conhecimento e extensão técnica. O projeto é executado pela Agroicone e financiado pelo fundo britânico UK PACT (Partnering for Accelerated Climate Transitions).

Conforme comunicado da Agroicone, os plantios, que incluíram métodos de restauração florestal, ocorreram nos Estados do Rio de Janeiro (16), Bahia (3), São Paulo (2) e Paraná (1), localidades em que o SiAMA promove ações para dar escala aos SAFs.

A instalação das UDs faz parte de atividades de capacitação técnica que beneficiaram pelo menos 581 famílias de agricultores em um ano. Ao promover as agroflorestas, sistemas produtivos que combinam o uso de árvores e culturas agrícolas em uma mesma área, o projeto busca contribuir para o enfrentamento às mudanças climáticas e estimular a geração de renda das comunidades locais.

A gestora de Projeto do SiAMA, Ana Loreta Paiva, disse na nota que "a ideia é que as pessoas que participaram das implantações possam se beneficiar das agroflorestas por meio do manejo e da extração de seus produtos por meio do que chamamos de restauração florestal produtiva. Ou seja, a comercialização destes produtos, tanto in natura como de forma beneficiada, pode trazer geração de renda para estas comunidades, ao mesmo tempo em que promove a conservação do bioma".

Para a realização destas atividades o projeto organizou - junto a parceiros como a ONG Iniciativa Verde e o Movimento de Defesa de Porto Seguro (MDPS) - os chamados mutirões agroflorestais. Essa estratégia é utilizada por agricultores familiares, que mobiliza pessoas em atividades de plantio e preparo de canteiros. Além de driblar a falta de recursos financeiros e mão de obra, esse método colaborativo contribui para estreitar os laços entre os agricultores de uma comunidade, informou a Agroicone.

Estadão
Publicidade
Publicidade