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Privatização da Eletrobras é prioridade e conversas com Congresso serão retomadas, diz Guardia

11 abr 2018 - 07h07
(atualizado às 07h42)
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O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que a privatização da Eletrobras é um projeto "absolutamente necessário" e que o governo retomará conversas com o Congresso Nacional para fazê-lo avançar.

Linhas de transmissão de energia em Brasília 31/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Linhas de transmissão de energia em Brasília 31/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Tivemos mudanças no ministério de Minas e Energia. O ministro Moreira Franco está comprometido com o projeto. Esse não é um projeto do ministério, é um projeto do presidente, é um projeto de governo", afirmou ele na noite passada em entrevista à Globonews.

Na segunda-feira, as ações da Eletrobras despencaram com a confirmação do nome de Moreira Franco para o comando do ministério de Minas e Energia. Contudo, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, disse à Reuters que a escolha de Moreira para o posto era positiva para os planos do governo de privatizar a elétrica.

Segundo Guardia, todos os novos ministros participarão desse esforço de interlocução com os parlamentares.

"Esta é uma prioridade, nós queremos levar adiante. Agora evidentemente isso implica um diálogo com o Congresso Nacional e nós vamos intensificar esse diálogo a partir de agora", disse.

Originalmente, o governo previa 12,2 bilhões de reais em 2018 decorrentes do processo de privatização da estatal. Mas já bloqueou boa parte desses recursos no Orçamento, precavendo-se de eventual frustração com a operação, cuja tramitarão no Congresso Nacional tem se mostrado difícil.

Em sua primeira entrevista à frente do ministério, Guardia também defendeu a atual estratégia de ajuste fiscal gradualista, pontuando que a alternativa seria a realização de um choque de impostos, o que apontou como "absolutamente inadequado" com a economia mergulhada em recessão como estava.

Ele também enfatizou a necessidade da reforma da Previdência no ano que vem, já que sem as alterações nas regras de acesso à aposentadoria a regra do teto de gastos do governo não é sustentável.

"O fato de não ter aprovado a Previdência não elimina a absoluta urgência de debater e aprovar a Previdência", afirmou ele, acrescentando que a pasta sob seu comando será de continuidade da política econômica desenhada pelo seu antigo chefe, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Guardia ressaltou ser um profissional técnico, e que tinha orgulho de ter trabalhado em outros governos. Ele foi, por exemplo, secretário do Tesouro durante uma parte do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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