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Plano Safra deverá ter empréstimos com juros reais negativos para pequenos e médios produtores

Ministério da Agricultura fará cerimônia de lançamento do programa na quarta-feira; custo da subvenção do governo em 2022 será de R$ 1,3 bilhão

27 jun 2022 - 18h34
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BRASÍLIA - O Plano Safra 2022/23, que será anunciado na próxima quarta-feira, 29, terá juros reais negativos para linhas voltadas para pequenos e médios produtores.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a tendência é que as taxas cobradas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) fiquem abaixo da inflação projetada para o período.

Já a taxa de juros para os demais produtores acompanhará a alta da Selic e ficará em um "número de dois dígitos", de acordo com fontes que acompanham a elaboração do plano.

No plano anterior, as taxas de juro iam de 3% a 7,5% ao ano. Na época do lançamento, em junho do ano passado, a Selic, no entanto, estava em 4,25% a.a., ante 13,25% a.a. agora.

O Estadão/Broadcast apurou ainda que o total a ser emprestado para os agricultores deverá aumentar mais de 20% nesta safra, o que representará um aumento de mais de R$ 50 bilhões. No ano passado, o plano contou com R$ 251,22 bilhões.

O custo de subvenção dos empréstimos para a próxima safra será de R$ 1,3 bilhão em 2022, que foi o espaço encontrado pela equipe econômica no Orçamento para permitir os desembolsos.

Além disso, segundo o Estadão/Broadcast apurou, haverá mudanças em regras de exigibilidade mantidas pelo Banco Central para aumentar os recursos disponíveis para o setor agrícola. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 25% dos depósitos à vista para o crédito rural.

Na sexta-feira passada, o Ministério da Agricultura confirmou que a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2022/23 será realizada na próxima quarta-feira, 29, às 17h, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Devem participar do evento o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Agricultura, Marcos Montes, e outras autoridades.

Estadão
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