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Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio e sanção americana a empresa chinesa

22 jul 2019
16h21
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 22, reagindo às novas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem representar uma ameaça à oferta da commodity, bem como à sanção imposta pelos Estados Unidos à empresa chinesa Zhuhai Zhenrong por transportar petróleo iraniano.

O petróleo WTI para entrega em setembro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,82%, a US$ 56,22 por barril. Já o petróleo Brent para o mesmo mês na Intercontinental Exchange (ICE) teve avanço de 1,26%, a US$ 63,26 o barril.

As tensões no Estreito de Ormuz, rota marítima importante para o comércio mundial de energia, aumentaram na última sexta-feira, após o Irã ter apreendido um petroleiro britânico, em aparente retaliação à apreensão também neste mês de um petroleiro iraniano em Gibraltar.

"Passar pelo Estreito de Ormuz neste momento envolve riscos consideráveis para os petroleiros internacionais, o que, em nossa opinião, justifica um prêmio de risco consideravelmente maior sobre o preço do petróleo do que é atualmente o caso", afirma o analista do Commerzbank Carsten Fritsch, em relatório enviado a clientes.

Outra notícia que causa incertezas em relação à oferta é a imposição de sanções pelo Estados Unidos à empresa chinesa Zhuhai Zhenrong por transportar petróleo iraniano, um movimento que amplia a campanha americana de pressão ao país persa, um importante membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A informação foi dada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, em entrevista ao Wall Street Journal nesta segunda-feira.

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que monitora de perto o desenrolar do conflito em Ormuz, mas não vê riscos para a oferta da commodity energética. "O mercado de petróleo está atualmente bem suprido, com a produção de petróleo excedendo a demanda no primeiro semestre de 2019, elevando os estoques mundiais em 900 mil barris por dia. Os estoques comerciais da OCDE somam agora mais de 2,9 bilhões de barris, o que é superior à média de cinco anos", diz relatório da instituição.

Além disso, os preços do petróleo receberam apoio de notícias sobre o fechamento de um grande campo petrolífero na Líbia, após um grupo não identificado ter supostamente fechado uma válvula e paralisado a oferta no local, o que levou a produção do país a mínimas em cinco meses.

Estadão
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