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Petróleo sobe, com foco em comércio EUA-China, câmbio e notícias do setor

15 nov 2019
17h07
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Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos nesta sexta-feira, 15. Sinais de que pode estar mais perto um acordo inicial entre Estados Unidos e China apoiaram os contratos, bem como o dólar mais fraco ante outras moedas principais. Além disso, notícias do setor foram monitoradas, como o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).

O petróleo WTI para dezembro fechou em alta de 1,67%, em US$ 57,72 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro avançou 1,64%, a US$ 63,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o contrato do WTI subiu 0,84%, enquanto o do Brent teve ganho de 1,26%.

Declarações do diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, de que a fase 1 de um acordo entre EUA e China estaria mais próximo apoiaram o apetite por risco, impulsionando o petróleo. O secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, disse que um acordo com Pequim será feito "com toda possibilidade", durante entrevista à Fox Business.

No câmbio, o dólar recuou ante outras moedas principais. Isso tende a apoiar as compras do petróleo, cotado na divisa americana e que nesse caso fica mais barato para os detentores de outras moedas.

Entre as notícias do setor, a AIE manteve sua projeção para aumento na produção de petróleo em 2019, mas a elevou de 2,2 para 2,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2020. A entidade ainda manteve suas estimativas para o crescimento econômico global e de crescimento da demanda por petróleo, em 1 milhão de bpd em 2019 e 1,2 milhão de bpd em 2020.

Nos EUA, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade no país recuou 10 na última semana, a 674. A queda é a quarta consecutiva nesse indicador, o que pode sugerir desaceleração na atividade. Ainda assim, o analista sênior Edward Moya, da Oanda, diz que a preocupação de que o petróleo americano contribua para o excesso de oferta continua a pesar sobre os preços, no quadro atual. / COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES

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