1 evento ao vivo

Petróleo sobe após confirmação de que negociações EUA-China continuarão

6 mai 2019
17h50
  • separator
  • 0
  • comentários

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 6, se recuperando após registrarem queda de mais de 2,0% na manhã. Apesar de terem sido pressionados pelo aumento das tarifas de importação de produtos chineses para os Estados Unidos, o óleo foi apoiado pela sinalização de que as negociações entre os dois países continuarão e também pelo agravamento das tensões entre os EUA e o Irã.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em junho fechou em alta de 0,90%, cotado a US$ 62,25. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para julho subiu 0,55%, para US$ 71,24 por barril.

Na manhã, o petróleo operava em queda em um quadro de menor apetite por risco em geral entre investidores internacionais, após Trump anunciar domingo pelo Twitter que imporá um aumento de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses diante das dificuldades na negociação comercial entre as duas potências.

No entanto, as preocupações foram amenizadas após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang afirmar que uma delegação do país ainda prepara uma viagem aos Estados Unidos para uma nova rodada de negociações comerciais, reduzindo as perdas registradas no início do dia. "Conforme os acontecimentos foram sendo digeridos, os tweets de Trump estão sendo vistos mais como uma tática de negociação que tem o potencial de acabar com a guerra comercial, em vez de torná-la pior", diz Tyler Richey, analista da Sevens Report.

Além disso, os EUA vão enviar um porta-aviões e bombardeiros para o Oriente Médio como forma de intimidar o Irã, após novos dados de inteligência sugerirem que forças americanas e de países aliados na região podem estar em perigo. O Pentágono vai enviar as forças para o Oriente Médio nos próximos dias em resposta a "uma série de indicações e alertas preocupantes e crescentes", afirmou o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, em comunicado divulgado neste domingo.

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade