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Petróleo recua após sanções dos EUA contra Irã entrarem em vigor, com exceções

5 nov 2018
10h05
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Os contratos futuros de petróleo operam em território negativo, nesta segunda-feira, em meio a preocupações sobre a oferta global da commodity, mesmo após as sanções dos Estados Unidos contra o setor petroleiro iraniano entrarem em vigor. O fato de que o governo americano concedeu isenções para oito países colabora para o movimento de baixa nesta manhã.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro caía 0,40%, a US$ 62,89 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro recuava 0,16%, a US$ 72,71 o barril, na ICE.

Na sexta-feira, os dois contratos enfrentaram a quarta semana consecutiva de perdas. A decisão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de conceder isenções a alguns países nas sanções ao Irã colaborou para o movimento. Não foi divulgada a lista das nações beneficiadas, mas a imprensa local aponta que entre elas estariam Japão, Índia e Coreia do Sul.

Analistas do Commerzbank afirmam em nota que o motivo para o quadro nas exportações do Irã não afetar o mercado como se esperava é o aumento na oferta de outras nações, como os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), sobretudo a Arábia Saudita, e a Rússia. Os EUA, inclusive, têm mostrado números fortes de produção, colaborando para as quedas recentes na commodity.

A consultoria JBC Energy afirma que, nesse contexto, os cenários mais extremos de problemas na produção do Irã e desequilíbrios no mercado não têm se materializado. Por outro lado, a SEB Markets prevê que, conforme as exportações iranianas recuem mais, os contratos devem ser novamente apoiados.

Estadão
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