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Petróleo perde impulso, mas segue em alta com sinais da Opep sobre produção

12 nov 2018
09h10
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As cotações do petróleo continuam em alta, ainda que menos intensa que o impulso superior a 2% apresentado durante a madrugada, diante da sinalização por membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados de que pode haver um corte adicional de sua produção como resposta à elevação da oferta global.

Às 8h49 (de Brasília), o barril do Brent para janeiro de 2019 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subia 1,40%, a US$ 71,16, enquanto o WTI para dezembro tinha ganho de 0,81%, a US$ 60,67 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

"Temos de fazer o que for necessário para equilibrar o mercado de petróleo", disse o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, no início de uma reunião internacional em Abu Dabi com ministros de petróleo e líderes da indústria.

Falih, o chefe de fato da Opep, disse que, se os atuais níveis de oferta e demanda não mudarem, o cartel e seus parceiros produtores, liderados pela Rússia, teriam de cortar a produção em cerca de um milhão de barris por dia no âmbito do grupo.

Esses comentários vieram menos de um dia após a Arábia Saudita, maior produtor da Opep e o maior exportador do óleo bruto globalmente, a Rússia e outros produtores se encontrarem na capital dos Emirados Árabes Unidos para debtar um potencial corte de suprimento.

Ao passo que o grupo não tomou uma decisão final sobre os níveis de suprimento no domingo, seus componentes reconheceram a necessidade de novamente mudar de estratégia, apenas meses após a decisão de voltar a expandir a produção. Esse movimento veio após a Opep e 10 produtores externos ao cartel terem contido a produção por mais de um ano em um esforço para mitigar um excesso de oferta global que pesava sobre os preços desde o fim de 2014.

O chefe de pesquisa para o Oriente Médio do MUFG Bank, Ehsan Khoman, está convencido de que "tanto o Brent quanto o WTI vão ricochetear do atual modo bearish". Ele espera que a Opep e seus parceiros "conformem o novo acordo de corte de produção no mês que vem, com a pergunta se voltando para a velocidade e a magnitude dos cortes, bem como a alocação de cota de cada Estado-membro". (Dow Jones Newswires)

Estadão
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