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Petróleo opera em baixa, à espera de pesquisa do DoE sobre estoques dos EUA

6 jun 2018
05h38
atualizado em 2/7/2018 às 14h54
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Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, revertendo ganhos da madrugada, à espera de novos dados sobre os estoques dos EUA. No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) divulgou pesquisa mostrando que os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram 2 milhões de barris na semana passada, enquanto os de destilados recuaram 871 mil barris. Por outro lado, o API também apontou acréscimo de quase 3,8 milhões de barris no volume estocado de gasolina. Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga o levantamento oficial sobre estoques dos EUA, que inclui números de produção. Analistas estimam que o DoE mostrará redução de 1,9 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana. Às 8h37 (de Brasília), o barril do Brent para agosto recuava 0,13% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,28, enquanto o do WTI para julho caía 0,60% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,13. Surgiram dúvidas também sobre a produção da Venezuela, fator que ajuda a dar alguma sustentação ao Brent, após relatos de que a petrolífera estatal venezuelana PDVSA poderá ser obrigada a declarar força maior, cláusula legal que permite a empresas abandonar contratos por motivos alheios a seu controle. A PDVSA já indicou a oito clientes que não terá condições de cumprir o compromisso de entregar 1,5 milhão de barris por dia (bpd) neste mês, dado que a empresa só dispõe de 694 mil bpd para exportar, segundo a S&P Global Platts. Há dúvidas também sobre se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez grandes produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, poderão decidir ampliar sua produção em reunião que ocorrerá em Viena no próximo dia 22. Desde o começo do ano passado, a Opep e aliados têm buscado reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de bpd, de forma a impulsionar as cotações do petróleo. Em tese, o acordo vigora até o fim de dezembro. Ontem, a Bloomberg divulgou que o governo dos EUA pediu à Arábia Saudita e a outros produtores da Opep que aumentem sua produção em cerca de um milhão de bpd, para compensar uma queda mais drástica do que o esperado na produção venezuelana. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão

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