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Petróleo fecha sem direção única com efeitos do coronavírus para demanda

29 jan 2020
17h13
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Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 29, depois de terem oscilado durante a sessão, em meio a temores sobre os possíveis efeitos do surto de coronavírus para a demanda da commodity e relatos de ataques a instalações petrolíferas na Arábia Saudita.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março caiu 0,28%, a US$ 53,33 o barril, e o Brent para abril avançou 0,17%, a US$ 58,91 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu convocar para a quinta-feira uma reunião para decidir se declara ou não emergência de saúde global devido ao surto de coronavírus. Na China, o número de pessoas infectadas já passou de seis mil e há pelo menos 132 mortes em decorrência da doença no país.

Durante o pregão, o petróleo operou com volatilidade. Os contratos ampliaram ganhos após relatos de que militantes houthi lançaram um ataque com mísseis na Arábia Saudita, mas voltaram a cair após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano divulgar alta nos estoques da commodity energética nos Estados Unidos. Além disso, a Arábia Saudita afirmou que derrubou os mísseis lançados contra suas instalações petrolíferas. No final do pregão, o Brent virou novamente para o positivo.

"Em contexto de cautela e confirmações das pessoas infectadas com o coronavírus, os futuros do petróleo negociam a maior parte do pregão lateralmente, apesar de manter a volatilidade alta", avalia o analista de Inteligência de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

De acordo com o ING, o potencial de impacto do coronavírus na demanda de petróleo é "substancialmente maior" do que durante o surto de SARS, que ocorreu na Ásia em 2003, "refletindo o crescimento da demanda de petróleo observado na Ásia desde então, em particular da China".

Os investidores também acompanham a coletiva de imprensa do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, depois de a instituição ter decidido manter os juros.

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Estadão
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