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Petróleo fecha sem direção única com coronavírus e falta de acordo na Opep+

6 fev 2020
18h21
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas, em meio ao temores sobre o impacto do surto de coronavírus sobre a demanda pela commodity e a expectativa para definição, por parte de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), sobre um ajuste na oferta. Reunidos em Viena, pelo terceiro dia consecutivo, líderes dos países exportadores de petróleo debateram a possibilidade de novo corte na produção, mas notícias dão conta de que Rússia se mantém contrária à ideia.

O petróleo WTI para março fechou em alta 0,40%, a US$ 50,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para abril teve queda de 0,63%, a US$ 54,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os preços do petróleo oscilaram ao longo dessa quinta-feira, reagindo a notícias sobre as reuniões técnicas da Opep+ que deveriam ter se encerrado na quarta-feira, 5, mas prosseguiram para o terceiro dia em Viena.

Os contratos, que apresentavam alta na madrugada (horário de Brasília), na esteira dos relatos de avanços no combate ao coronavírus, foram perdendo força, com o Brent invertendo para o negativo, com relatos de que a Opep+ poderia fazer um corte adicional na produção de 600 mil barris por dia (bpd). O mercado, considera, ainda, a hipótese de um corte adicional de 1 milhão de bpd.

Segundo o ING, a falta de consenso significa que há "potencial de mais barulho em torno do que a Opep+ pode fazer até vermos uma reunião completa" do cartel.

"Dadas as interrupções no fornecimento da Líbia e assumindo que os números de impacto da demanda pelo coronavírus estão aproximadamente corretos, uma extensão de cortes deve ser suficiente pra resolver o problema. No entanto, há muita incerteza em relação a esses dois fatores, com a produção da Líbia potencialmente capaz de se recuperar rapidamente, enquanto o quadro de demanda está em constante evolução diante da expansão do coronavírus", avalia o ING em relatório enviado a clientes.

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Estadão
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