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Petróleo fecha em queda, de olho em sinais da AIE, Opep, EUA e China

12 set 2019
16h44
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, 12. A commodity chegou a subir em parte do pregão, após sinais positivos para as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O movimento, contudo, inverteu após um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) e, sobretudo, depois de declarações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre o setor.

O petróleo WTI para outubro fechou em queda de 1,18%, a US$ 55,09 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro caiu 0,70%, a US$ 60,38 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O alívio nas tensões comerciais entre EUA e China apoiou os contratos no início do dia, após na noite de ontem o presidente americano, Donald Trump, adiar a elevação de certas tarifas sobre produtos chineses. Na imprensa americana, foram divulgados hoje relatos conflitantes sobre a possibilidade de um acordo e seu eventual formato.

Ainda pela manhã, a AIE publicou relatório, no qual manteve sua previsão de alta na demanda global por petróleo em 2019 em 1,1 milhão de barris por dia, mas apontou que a oferta global de petróleo aumentou em agosto.

Já a Opep informou que o cumprimento de cortes na oferta de petróleo ficou em 136% em agosto. O ministro de Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, porém, disse que não haverá ultimato para os países que não cumprirem o corte na oferta.

Além disso, o cartel e seus aliados decidiram, em reunião hoje, que discussões sobre novos cortes na produção terão de esperar o próximo encontro do grupo, em 4 de dezembro. Após esta última notícia, o petróleo ampliou perdas e fechou com sinal negativo.

Estadão
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