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Petróleo fecha em queda, de olho em liberação de reservas por países

24 nov 2021 18h17
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Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa, após uma sessão volátil. O noticiário sobre liberação de reservas estratégicas de países esteve no radar dos investidores. Nos EUA, dados sobre estoques do petróleo e gasolina tiveram reação tímida dos ativos.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para janeiro encerrou com baixa de 0,14% (US$ 0,11), a US$ 78,39 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para igual mês caiu 0,07% (US$ 0,06), a US$ 82,25 por barril.

Após os EUA terem anunciado a liberação de suas reservas estratégicas de petróleo, hoje a China e o Japão também se comprometeram a liberar a commodity no mercado. O governo chinês disse que, além disso, irá adotar outras medidas para estabilidade e que o fará conforme as próprias "realidades e necessidades".

Em resposta, a Arábia Saudita e a Rússia, que lideraram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) em meio ao choque de demanda provocado pela pandemia, estão considerando pausar seus esforços para aumentar oferta de óleo no mercado, segundo fontes à Associated Press. No entanto, outros membros, como Emirados Árabes Unidos, não estão convencidos de que uma pausa seja necessária, reportou a agência. A Opep deve se reunir na próxima quarta-feira, dia 1º de dezembro, e a Opep+ na quinta, 2, informou a Reuters.

A Rystad Energy estima que a liberação de estoques pelos EUA, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido chegue a 71,5 milhões de barris de petróleo. Analista da casa, Louise Dyckson acredita que os operadores não estão convencidos de que o esforço multilateral terá impacto no mercado. A expectativa americana de que os preços da gasolina baixem também segue questionável, diz Dyckson, uma vez que a liberação de petróleo pelos governos não leva a uma maior oferta de gasolina das refinarias imediatamente, "ou no pior dos casos, de forma alguma".

Nos EUA, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo subiram 1,017 milhão de barris na semana, enquanto a previsão do mercado era de queda. Os estoques de gasolina, por sua vez, caíram. O dado chegou a dar impulso momentâneo aos ativos, mas não perdurou.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu 6 na semana, a 467, segundo a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor.

Estadão
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