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Petróleo fecha em alta, de olho em sinais da tensão entre Irã e EUA e no câmbio

27 ago 2019
16h11
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em território positivo, nesta terça-feira, 27. O preço foi apoiado pelo endurecimento da postura do Irã em relação aos Estados Unidos, o que reduz a possibilidade de um acordo que poderia representar mais barris no mercado. No câmbio, o dólar mais fraco ante outras moedas principais também colaborou para o movimento.

O petróleo WTI para outubro fechou com ganho de 2,40%, em US$ 54,93 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 1,38%, a US$ 59,51 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou nesta terça-feira que apenas se reunirá com o presidente americano, Donald Trump, caso os EUA retirem as sanções contra seu país. Na véspera, Trump havia dito que poderia haver um encontro entre os líderes, mas a postura de Rouhani sugere que isso não é algo iminente. "Nós buscamos resolver as questões e os problemas de modo razoável", comentou Rouhani em discurso televisionado. "Mas não buscamos apenas fotos."

A Western Union destaca em relatório que o petróleo foi de fato apoiado hoje pela postura iraniana, diante das "expectativas reduzidas de uma reviravolta diplomática entre Washington e Teerã". O London Capital Group, por sua vez, diz que o mercado de petróleo também está concentrado na perspectiva de uma volta à mesa de negociações entre Estados Unidos e China. "O fim da disputa atual e um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo só poderia ser algo bom para a demanda futura por petróleo", avalia. Não há, porém, certeza de que possa haver avanço substantivo, nas idas e vindas entre as duas potências. Já uma eventual reunião entre Trump e Rouhani poderia significar uma redução nas tensões no Oriente Médio e provocar uma queda de US$ 5 a US$ 10 no barril do petróleo, na opinião do London Capital Group.

Hoje, o dólar um pouco mais fraco ante outras divisas fortes colaborou para o movimento. Nesse caso, a commodity, cotada na moeda americana, fica mais barata para os detentores das demais divisas, o que apoia a demanda.

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