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Petróleo fecha em alta com reunião da Opep e dados positivos de emprego nos EUA

5 jun 2020
17h44
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 5, estimulados por dados da economia americana recuperando vagas de emprego, com a reabertura de negócios e a confirmação do encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), amanhã. O anúncio foi recebido com otimismo, impulsionando os preços da commodity à espera de uma extensão do corte atual na oferta de petróleo até o fim de julho.

O petróleo WTI para julho fechou em alta de 5,72%, a US$ 39,55 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), com elevação de 11,44% na comparação semanal. O Brent para agosto teve elevação de 5,78%, a US$ 42,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal houve alta de 11,79%.

Os preços do petróleo demonstravam ritmo desde cedo, diante da notícia de que a Opep+ teria concordado em estender corte na oferta de petróleo até fim de julho, em uma reunião virtual remarcada para este sábado.

O otimismo dos participantes com a retomada de negócios e o retorno da demanda foi fortalecido pelos dados surpreendentes do departamento de Trabalho americano, apresentando um relatório de empregos de maio muito melhor do que o esperado. A economia americana criou 2,5 milhões de empregos no mês, contrariando as projeções que apontavam perda de vagas em torno de 8 milhões.

Analista do Commerzbank, Eugen Weinberg apontava que a recuperação do mercado de ações e um dólar consideravelmente mais fraco apoiaria o aumento dos preços do petróleo. No entanto um possível acordo entre produtores de petróleo, neste sábado, é a principal alavanca dos preços.

"Atualmente a situação no mercado de petróleo é dominada, sobretudo, pelo provável acordo iminente da Opep e seu compromisso com o aumento da disciplina de produção. Depois que países como Iraque, Nigéria, Angola e Casaquistão falharam em maio na implementação completa dos cortes de produção acordados, eles parecem ter se comprometido expressamente a fazê-lo agora", afirma Weinberg.

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Estadão
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