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Petróleo fecha em alta com foco em restrição de oferta, apesar de dólar forte

26 out 2021 16h26
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O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 26, com o foco dos investidores voltado para a crise energética que tem elevado o preço do barril recentemente. A demanda pela commodity aumentou com a reabertura econômica e também devido à escassez de gás natural no mercado. No entanto, a oferta não tem sido capaz de compensar a maior procura.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para dezembro subiu 1,06% (+US$ 0,89), a US$ 84,65 o barril, no maior nível desde 2014. O Brent para janeiro, que agora é o contrato mais líquido, avançou 0,56% (+US$ 0,48), a US$ 85,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

"Os preços do petróleo se fortaleceram hoje, à medida que o aperto no fornecimento global de energia e o aperto do mercado continuam a fornecer um coquetel de alta para o combustível", diz a analista Louise Dickson, da Rystad Energy.

Segundo Dickson, embora a commodity tenha iniciado o dia em queda, principalmente por causa

da valorização do dólar contra os principais pares, o movimento se inverteu quando os investidores passaram a se concentrar no quadro mais amplo, ou seja, na crise de energia.

"Na verdade, há pouca coisa que possa levar os preços do petróleo para longe de sua dinâmica de alta no curto prazo, já que a única fonte real de oferta significativa é a Opep+, e não parece haver muito ânimo para mudanças de política nessa frente no momento", ressalta a analista, em referência à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados.

Ainda hoje, saem as estimativas semanais do American Petroleum Institute (API) para os estoques de petróleo nos Estados Unidos. O dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano é divulgado nesta quarta-feira, 27.

"Os preços do petróleo continuam subindo e os apelos à Opep+ para aumentar a produção continuam caindo em ouvidos surdos", afirma o analista de mercado Edward Moya, da Oanda. Em coletiva de imprensa hoje, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o governo americano vai continuar a pressionar o cartel para que resolva os "problemas na oferta" da commodity energética.

Estadão
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