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Petróleo fecha em alta com expectativa por assinatura de acordo entre EUA e China

14 jan 2020
18h01
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Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 14, com os investidores à espera da assinatura da chamada "fase 1" do acordo comercial entre Washington e Pequim. Também fica no radar do mercado um relatório de curto prazo divulgado hoje pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos com previsão de avanço nos preços da commodity em 2020 e 2021.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para fevereiro subiu 0,26%, a US$ 58,23 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para março avançou 0,45%, a US$ 64,49 o barril.

De acordo com a Bloomberg, as tarifas dos EUA à China devem permanecer em vigor até depois da eleição americana de novembro, apesar do pacto preliminar entre os dois países, que deverá ser assinado nesta quarta-feira.

O acordo, segundo o representante comercial americano, Robert Lighthizer, contém compromissos do país asiático de não manipular sua moeda. Na segunda-feira, os EUA decidiram retirar a China de uma lista de países classificados como manipuladores cambiais.

Estrategistas de commodities do ING, Warren Patterson e Wenyu Yao avaliam que o entendimento sino-americano é o principal evento da semana e já está "quase totalmente precificado" no mercado de petróleo. Segundo os especialistas, haverá riscos negativos "se os detalhes do acordo comercial decepcionarem os mercados".

Em relação às projeções para os preços da commodity, o DoE estima alta para o Brent e o WTI, tanto em 2020 quanto em 2021. O Departamento de Energia prevê, ainda, que a produção média de petróleo bruto nos EUA aumente neste ano e no ano que vem.

A alta desta terça da commodity energética ocorre após cinco pregões consecutivos de baixas, em meio ao arrefecimento nas tensões entre EUA e Irã. Na visão do banco suíço Julius Baer, os conflitos geopolíticos "tendem a ser uma força temporária". A instituição financeira ressalta, no entanto, que a política permanece uma fonte de incerteza e que pode ocorrer mais volatilidade "ocasional" nos preços.

Estadão
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