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Petróleo fecha em alta após queda na produção global

15 mai 2019
17h01
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 15, reagindo à divulgação do relatório mensal sobre o mercado mundial do óleo da Agência Internacional de Energia (AIE) e também o relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Os investidores também ficaram de olho nas tensões geopolíticas globais, principalmente entre os EUA e o Irã.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para entrega em junho avançou 0,39%, para US$ 62,02 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para julho fechou em alta de 0,74%, para US$ 71,77.

Na manhã desta quarta, a AIE informou que a oferta global de petróleo recuou ao longo de abril, diante da queda na produção do Irã, atingido por sanções americanas, e pela oferta menor de países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que impulsionou os preços para uma máxima em cinco meses de acordo com a agência.

No levantamento mensal, a AIE afirma que a oferta total de petróleo recuou 300 mil barris por dia (bpd), para 99,3 milhões de bpd.

Na mesma linha, o DoE divulgou que a produção média diária do óleo recuou de 12,2 milhões de barris na semana passada para 12,1 milhões, indicando queda na oferta doméstica.

No cenário geopolítico, as tensões crescentes com o Irã também ajudaram a apoiar os preços do óleo.

"Muitos riscos e dúvidas continuam cercando os ataques à infraestrutura petrolífera ligada ao Estreito de Ormuz. Após os esforços de sabotagem contra os petroleiros sauditas e na região, um ataque de drone contra um gasoduto saudita aumenta a especulação de uma operação mais coordenada e particularmente focada no petróleo", disse o analista global de commodities da Schneider Electric, Robbie Fraser. "O duto danificado em questão é um elo fundamental para mitigar parte da alta confiança da Arábia Saudita no Estreito de Ormuz para exportar petróleo bruto, uma questão que tem estado sob forte foco após recentes ameaças do Irã".

Estadão
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