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Petróleo fecha em alta, apoiado por maior apetite por risco e questões de oferta

26 mar 2019
16h38
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Os contratos futuros de petróleo foram apoiados por um maior apetite por risco nos mercados financeiros internacionais e encerraram o pregão desta terça-feira, 26, em alta. Além disso, os agentes continuaram otimistas quanto aos cortes de oferta na produção de petróleo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e mais dez países.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para entrega em maio fechou em alta de 1,90%, cotado a US$ 59,94 por barril, no maior nível desde 12 de novembro, e, no intraday, voltou a atingir o nível de US$ 60. Já o barril do Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 0,92%, para US$ 67,43.

Os investidores de petróleo se mostraram mais otimistas nesta terça em relação aos cortes de oferta liderados pela Opep e às interrupções no fornecimento de óleo iraniano e venezuelano como resultado de sanções impostas pelos Estados Unidos, que ajudaram a absorver o excesso de oferta e a apertar o mercado de petróleo.

"A baixa produção da Opep+ e a possibilidade de novas interrupções na oferta de óleo venezuelano em meio aos apagões que afetam o país estão apoiando os preços do petróleo", afirmou o economista Giovanni Staunovo, do UBS Wealth Management.

Em relação ao Irã, a agência de notícias Bloomberg publicou nesta terça-feira que o governo americano está dividido quanto a permitir que um grupo de oito países, que receberam isenção temporária das sanções impostas a Teerã, continue a comprar petróleo do país persa após o fim do prazo de isenção, programado para terminar em maio. De acordo com os estrategistas do Commerzbank, à pressão exercida sobre a produção no Irã e na Venezuela soma-se o "fornecimento artificialmente apertado" mantido pela Arábia Saudita para gerar preços mais altos da commodity.

Na avaliação do analista Tamas Varga, da corretora PVM Oil Associates, "enquanto a produção da Opep continuar deprimida e a demanda global por petróleo e o crescimento da demanda permanecerem em torno do nível atual, os gestores provavelmente continuarão investindo em petróleo e dando apoio aos preços". (Com informações da Dow Jones Newswires)

Estadão
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