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Petróleo cai sem definição da Opep e amplia expectativa para 2º dia de reunião

7 dez 2018
05h26
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Sem uma definição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o petróleo voltou a fechar em queda nesta quinta-feira, 6, à medida que crescem preocupações com a ausência de um acordo de corte na produção da commodity, que poderia levar os preços a recuarem mais, mesmo em meio à queda nos estoques de petróleo nos Estados Unidos mostrada hoje, pela primeira vez nas últimas oito semanas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 2,64%, em US$ 51,49 o barril, enquanto na Intercontinental Exchange (ICE) o Brent para fevereiro recuou 2,43%, a US$ 60,06 o barril.

O pregão desta quinta-feira foi marcado por declarações contraditórias de autoridades ligadas à Opep. O ministro de Energia da Rússia, Khalid Al-Falih, afirmou não estar confiante de que um acordo de corte na produção será selado amanhã, quando o grupo se encontrará com aliados, enquanto o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, defendeu que "estamos preparando algo", mas é preciso esperar o dia seguinte.

Por fim, a reunião terminou sem definição e sem a coletiva de imprensa que era esperada, ampliando a expectativa pelo encontro de amanhã, ao passo que o ministro saudita criticou a Rússia por "não estar pronta" para concordar com o corte na produção. Investidores também monitoram a possibilidade de uma redução menor do que o esperado, que não seja considerada suficiente para equilibrar o mercado. Em meio às declarações de Al-Falih, antes da reunião, de que uma redução de 1 milhão de barris por dia (bpd) no volume produzido estaria no radar, os contratos futuros aprofundaram perdas.

Diante do cenário de incertezas, nem a queda nos estoques de petróleo nos EUA mostrada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) deu impulso ao petróleo, apesar de uma breve redução nas perdas. Os estoques recuaram 7,323 milhões de barris na última semana, de forma mais acentuada do que o previsto por analistas, de recuo de 1,9 milhão.

Estadão

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