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Petróleo cai em meio a preocupações com EUA-China e menor demanda global

18 jul 2019
17h15
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, 18, pressionados por preocupações com o impacto das tensões comerciais entre Estados Unidos e China sobre o comércio internacional. A redução da projeção da Agência Internacional de Energia (AIE) para a demanda global também afetou os preços da commodity.

O petróleo WTI para setembro na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuou 2,63% para US$ 55,42 o barril. Já o petróleo Brent para o mesmo mês na Intercontinental Exchange (ICE) fechou em queda de 2,71%, a US$ 61,93 o barril.

Os preços chegaram a subir na manhã de hoje após forças iranianas apreenderem um navio-tanque na região do Estreito de Ormuz, sob acusações de contrabando de petróleo. Contudo, a cotação passou a cair quando a atenção do mercado se voltou para a disputa comercial entre Washington e Pequim.

Embora o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, tenha sinalizado hoje a possibilidade de uma nova rodada de negociações com autoridades chinesas, a notícia de uma proposta no Senado para proibir a gigante tecnológica Huawei de negociar patentes americanas voltou a jogar dúvidas sobre a perspectiva de um acordo no curto prazo.

"Relatos indicam que as negociações entre Washington e Pequim estão paralisadas, e a falta de progresso leva investidores a antecipar a aplicação de novas tarifas sobre US$ 300 bilhões em importações chinesas", avalia a economista-chefe do banco Stifel. Analistas do BBVA Research, por sua vez, alertam que os atritos entre as duas potências mundiais já têm impactos negativos "palpáveis" sobre o crescimento econômico mundial, enfraquecendo o setor industrial e as exportações.

Além disso, a AIE informou hoje que revisou sua projeção do crescimento da demanda mundial por petróleo em 2019 para 1,1 milhão de barris por dia (bpd). Em junho, a previsão já havia sido reduzida de 1,5 para 1,2 milhão de bpd. Em entrevista à Reuters, o diretor executivo da agência, Fatih Birol, disse que os números podem sofrer nova redução se a guerra comercial continuar impactando a economia global e, particularmente, a China.

Estadão
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