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Petrobras foca caixa conservador diante de volatilidade em ano eleitoral

14 nov 2017
14h33
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O nível de caixa da Petrobras, considerado conservador pela companhia, tem agradado agências de classificação de risco e também busca trazer conforto para 2018, quando deverá haver volatilidade no mercado devido ao calendário eleitoral, afirmou o diretor financeiro da petroleira, Ivan Monteiro.

A empresa prevê encerrar o ano com caixa de 21 bilhões de dólares, ante 22 bilhões de dólares registrados no fim do ano passado, segundo informou em uma apresentação ao mercado nesta terça-feira.

"Esse nível de caixa é conservador... e é importante destacar que ele é componente fundamental na melhoria e foi componente de destaque na melhoria dos ratings da companhia", disse Monteiro ao ser questionado em teleconferência sobre resultados do terceiro trimestre se o caixa não estava em nível relativamente elevado.

Em meados do mês passado, a agência de classificação de risco Moody's elevou a nota de crédito da Petrobras para Ba3, ante B1, ainda que a nota continue representando grau especulativo.

Monteiro destacou que o montante de caixa considera ainda os vencimentos de dívidas previstos para os próximos anos.

Dessa forma, segundo ele, os executivos da empresa estão "confortáveis com esse nível" de caixa.

Um dos pontos destacados pela empresa tem sido o alongamento e a redução de sua dívida, a maior para uma petroleira no mundo.

A dívida líquida da empresa somou 279,237 milhões de reais ao final do terceiro trimestre, ante 314,120 milhões de reais no fim de 2016. Houve ainda um aumento do prazo médio do vencimento de 7,46 anos, no fim de 2016, para 8,36 anos, no fim do terceiro trimestre.

Para este ano, está previsto o pagamento de 31 bilhões de dólares em amortizações e 7 bilhões de dólares de juros. Do total de amortizações, a empresa prevê pré-pagamentos (incluindo recompra de bonds) de 23 bilhões de dólares em 2017.

No acumulado do ano até setembro, a empresa reportou na segunda-feira um total de amortizações de principal e juros de 108,026 bilhões de reais, ou cerca de 33 bilhões de dólares, no câmbio de hoje.

A Petrobras reportou lucro líquido de 266 milhões de reais no terceiro trimestre, abaixo da expectativa bilionária do mercado, em meio a eventos não recorrentes, como contingências judiciais e adesão a programas de regularização tributária, além de queda nas vendas de combustíveis.

CAPTAÇÕES FECHADAS

Já em relação a captações, a empresa indicou que não voltará mais ao mercado neste ano.

Isso porque a previsão é de captar um total de 22 bilhões de dólares em 2017 e, no acumulado do ano, a empresa já captou 72,082 bilhões de reais, ou cerca de 22 bilhões de dólares.

A Petrobras prevê a entrada de 7 bilhões de dólares com desinvestimentos neste ano, sendo que 9,458 bilhões de reais já forma contabilizados até o fim do terceiro trimestre.

A empresa explicou que dos 13,6 bilhões de dólares fechados em vendas de ativos no biênio 2015-2016, apenas 7,8 bilhões de dólares já entraram no caixa da empresa.

O volume de recursos devido aos desinvestimentos neste ano não inclui o possível IPO da BR Distribuidora, embora a empresa tenha ressaltado que ainda não há data para a realização da operação, podendo ainda ser realizada neste ano.

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