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Petrobras demite envolvidos na 57ª fase da Lava Jato

Segundo a PF e o MPF, funcionários da estatal receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo com empresas estrangeiras

6 dez 2018
11h08
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A Petrobras divulgou na noite de ontem (5) que demitiu por justa causa os funcionários "contra quem existem fortes evidências de envolvimento em irregularidades apuradas no âmbito da 57ª Fase da Operação Lava Jato". Batizada de Sem Limites, a etapa da operação deflagrada ontem contava com dois mandados de prisão contra funcionários que continuavam atuando na companhia.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, funcionários da estatal receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo e derivados com empresas estrangeiras. Os suspeitos também teriam realizado negócios irregulares de locação de tanques de armazenagens e, com alterações de centavos na negociação de cada barril, o esquema envolvia milhões de dólares devido à grande quantidade de combustível movimentada diariamente.

Segundo a PF e o MPF, funcionários da Petrobras receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo com empresas estrangeiras
Segundo a PF e o MPF, funcionários da Petrobras receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo com empresas estrangeiras
Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Foram decretados ao todo 11 mandados de prisão preventiva. Um dos funcionários que continuava na companhia atuava em Houston, nos Estados Unidos, em uma das representações da Petrobras no Exterior. Foi emitido um alerta para Interpol contra ele. O outro suspeito trabalhava em uma das sedes da empresa no Rio de Janeiro, mas não foi preso porque está hospitalizado.

As negociações no exterior eram com grandes empresas chamadas do setor, entre elas a Vitol, a Glencore e a Trafigura. Segundo a Petrobras, será feita uma "nova avaliação para revisão do Grau de Risco de Integridade (GRI) das empresas implicadas e, onde se fizer necessário, e de acordo com seu processo de Due Diligence de Integridade, reclassificá-las".

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Agência Brasil Agência Brasil

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