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Período de vazio sanitário de algodão e feijão começa em MG, informa IMA

21 set 2021 14h23
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São Paulo, 21 - O período de vazio sanitário do algodão e do feijão nas lavouras de Minas Gerais começou na segunda-feira, 20. Durante a medida fitossanitária, os produtores não podem cultivar ou manter plantas vivas e remanescentes de safras anteriores. O objetivo é reduzir a incidência de pragas nas lavouras, informa em comunicado o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado.

O vazio sanitário do algodão vale para as plantações de todo o Estado durante dois meses entre os dias 20 de setembro e 20 de novembro. Nas propriedades com áreas irrigadas localizadas abaixo de 600 metros de altitude, o manejo ocorre de 30 de outubro a 30 de dezembro.

Já o vazio sanitário do feijão ocorre simultaneamente com o Distrito Federal e Goiás, pois fazem fronteira com Minas, potencializando os resultados positivos da medida. O manejo ocorre por 30 dias, entre 20 de serembro e 20 de outubro. É realizado somente na região noroeste do estado, importante polo produtor.

O IMA é o responsável pela fiscalização do manejo no Estado com o objetivo de evitar a incidência do bicudo do algodoeiro, mosaico dourado e mosca branca nas plantações. Neste ano, exclusivamente presencial, a expectativa é fiscalizar 124 propriedades, das quais 50 de algodão e 74 de feijão.

O gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA, agrônomo Nataniel Nogueira, disse na nota que "o cumprimento do manejo contribui para reduzir o número de ocorrências das pragas e aumentar saúde e produtividade da lavoura. Se detectadas quaisquer tipos de inconformidades durante a fiscalização, o produtor é notificado e tem um prazo máximo de 10 dias para erradicar as plantas presentes na propriedade".

A lavratura de auto de infração ocorre somente se, após esse prazo concedido, o produtor não tiver feito a erradicação das plantas voluntárias de algodão e de feijão. "Ou seja, aquelas que nascem espontaneamente nas áreas produtivas e que devem ser eliminadas para não servirem de hospedeiras para as pragas", explicou o agrônomo.

Estadão
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