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Paulo Guedes cancela ida à Câmara para discutir Previdência

Segundo o Ministério da Economia, presença de Guedes na CCJ será mais produtiva a partir da definição do relator

26 mar 2019
11h38
atualizado às 13h37
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A esperada presença do ministro Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para discutir a proposta de reforma da Previdência não vai ocorrer na tarde desta terça-feira (26) conforme previsto desde a última semana. A confirmação foi dada pelo Ministério da Economia, que justificou que a ida de Guedes à CCJ será mais produtiva a partir da definição do relator.

Ministro da Economia, Paulo Guedes
20/11/2018
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes 20/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Após o anúncio, o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), passou a recolher assinaturas para retomar um requerimento que o partido havia feito para convocar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para prestar esclarecimentos à CCJ sobre o projeto de reforma da Previdência.

O requerimento do partido tinha sido transformado em convite, por meio de uma articulação do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). A diferença é que em uma convocação o ministro seria praticamente obrigado a comparecer. Já o convite é visto como uma medida mais 'amigável' e pode ser recusada pelo chefe de Estado, como ocorreu nesta terça-feira, 26.

O requerimento do PSB não chegou a ser apreciado. Molon quer apresentar um extra pauta para votar o requerimento de convocação e forçá-lo a vir.

Além disso, os deputados do PSOL que são titular e suplente da CCJ, Talíria Perone e Marcelo Freixo (RJ), já apresentaram outro requerimento de convocação do ministro.

Já o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA), disse que Paulo Guedes está certo em aguardar a designação do relator para vir ser sabatinado na Comissão Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ). "Acho mais coerente", disse.

Nascimento disse que o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, telefonou pra ele e informou que Guedes não viria. Para Nascimento, o ideal agora seria que o relator da PEC na comissão especial fosse alguém da base do governo, ou seja, alguém do próprio PSL, partido de Bolsonaro.

Em nota, o ministério informou que a equipe técnica e jurídica da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho estará à disposição para representar o ministro em audiência marcada para a tarde desta terça-feira, 26.

A possibilidade do adiamento da audiência de Guedes no colegiado foi informada mais cedo pelo Broadcast. Uma fonte ouvida pela reportagem explicou que quando a audiência foi marcada, a expectativa era de que o nome do relator fosse definido ainda na última sexta-feira, 22, o que não ocorreu. Por isso, a avaliação é que o melhor é esperar por essa definição. O assunto está sendo discutido pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR).

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Estadão

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