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Ouro fecha em queda, com dólar forte e alta nos rendimentos dos Treasuries

8 nov 2019
16h40
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O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, ainda no menor patamar em três meses, apesar da busca por segurança no mercado internacional. O metal precioso foi penalizado pelo aumento nos rendimentos dos Treasuries e pela força do dólar ante rivais.

O ouro para dezembro fechou em baixa de 0,24%, a US$ 1.462,90 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Pelo segundo dia consecutivo, o metal precioso atingiu o menor nível de fechamento desde 2 de agosto, quando estava cotado a US$ 1.452,50 a onça-troy. Na comparação semanal, o ouro registrou queda de 3,21%.

O apetite por risco registrado na quinta no exterior já havia diminuído pela manhã, mas a mudança no humor do mercado se aprofundou no início da tarde depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que tenha concordado em remover tarifas impostas à China como parte da chamada "fase 1" do acordo comercial entre os dois países.

Na quinta, o diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, já tinha afirmado à Fox Business que não havia acordo para eventual retirada das tarifas e que a decisão caberia a Trump.

Apesar da maior busca por segurança, com as dúvidas sobre os desdobramentos da guerra comercial, a alta nos rendimentos dos Treasuries nos últimos dias e o fortalecimento do dólar deixaram o ouro menos atraente aos investidores. Na quinta, o retorno da T-note de 10 anos atingiu os maiores patamares desde o fim de julho e, perto do fechamento do ouro nesta sexta, o índice DXY, que mede a variação da divisa dos EUA ante uma cesta de seis rivais, subia 0,24%.

Na avaliação do vice-presidente-executivo da GoldMining, Jeff Wright, as perdas poderiam ter sido piores, mas o viés ainda é de baixa. "A próxima semana pode ser instável, e acho que o ouro voltará a testar as mínimas desta semana", analisa Wright. /Com informações da Dow Jones Newswires

Estadão
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