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Ouro atinge maior máxima de fechamento desde 6 de novembro com ameaças de Trump

3 dez 2019
17h17
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O ouro fechou em alta nesta terça-feira, 3, em meio à tensão comercial provocada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre imposição de tarifas para produtos da França, um dia após anunciar barreiras tarifárias para Brasil e Argentina. O mercado seguiu em busca por segurança, com foco também nas negociações para um pacto comercial preliminar entre EUA e China, que pode se estender mais.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro avançou 1,08%, a US$ 1.478,20 a onça-troy, no maior valor desde o dia 6 de novembro, quando o metal precioso atingiu US$ 1.478,00.

Durante a realização da cúpula da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Londres, o presidente americano, Donald Trump, lançou declarações que azedaram o humor dos investidores, já preocupados com medidas protecionistas anunciadas pelos EUA contra Brasil e Argentina no dia anterior.

Nesta terça, Trump mirou na França e disse que vai impor tarifas a vinhos e "todo o resto", em retaliação a um imposto sobre receita de empresas digitais do governo francês, que afeta algumas companhias americanas.

Sobre o acordo "fase 1" com a China, Trump disse que as negociações vão bem, mas que podem ficar para depois das eleições presidenciais americanas de 2020.

De acordo com analista do Commerzbank Daniel Briesemann, o dólar americano mais fraco está ajudando a apoiar o ouro, mas os tuítes de Trump provocam mais incertezas entre investidores. "Trump reintroduziu as tarifas de importação dos EUA sobre alumínio e aço da Argentina e do Brasil, vinculando isso explicitamente ao desenvolvimento da taxa de câmbio nos dois países. Isso deu origem a preocupações de que uma guerra monetária pode ser desencadeada."

Briesemann diz ainda que o "ruído verbal" de Trump, desde ontem, atingiu até o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), "exigindo repetidamente que o banco central dos EUA tome medidas para que outros países não tirem mais proveito do forte dólar dos EUA", lembrou o analista.

Estadão
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