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Otimismo do mercado com Bolsonaro cai e adia projeção de reforma para 2º semestre

Aprovação (ótimo e bom) caiu de 70% em fevereiro para 28% neste mês; avaliação negativa (ruim e péssimo) subiu de 3% para 24%

8 abr 2019
13h22
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O otimismo do mercado financeiro com o governo do presidente Jair Bolsonaro caiu entre fevereiro e abril e fez com que os agentes adiassem para o segundo semestre a projeção de votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara, mostra levantamento da XP Investidores com gestores de recursos, economistas e consultores financeiros.

A aprovação (ótimo e bom) do governo entre agentes do mercado caiu de 70% em fevereiro para 28% neste mês. A avaliação negativa (ruim e péssimo) subiu de 3% para 24% no mesmo período, enquanto 48% dos entrevistados consideraram a gestão regular (eram 27% há dois meses).

A expectativa em relação à administração também diminuiu. A soma de ótimo e bom desceu de 86% para 60% nesse critério entre fevereiro e abril. Ruim e péssimo aumentou de 2% para 13% na pesquisa.

Ao mesmo tempo em que as avaliações negativas em relação a Bolsonaro cresceram no mercado, o Congresso também perdeu crédito entre integrantes do setor. O porcentual dos que consideram o Parlamento ruim ou péssimo subiu de 21% para 40%, enquanto o dos que veem como ótimo e bom caiu de 30% para 15%.

Para 61% dos entrevistados, a primeira votação da reforma no plenário da Câmara ocorrerá entre agosto e dezembro - contrariando a projeção oficial do governo de votar e aprovar a proposta no Congresso já no primeiro semestre. Há dois meses, 40% dos agentes esperavam a votação só no segundo semestre. O porcentual que está otimista com uma apreciação em junho caiu de 39% para 10% no mesmo período.

Apesar do aumento no pessimismo, o mercado majoritariamente ainda espera que as mudanças no sistema de aposentadoria sejam aprovadas pelos parlamentares. Essa é a expectativa de 80% dos entrevistados, o mesmo porcentual da última pesquisa. Os agentes consideram, no entanto, que haverá uma desidratação de 40% no ajuste pretendido pelo Ministério da Economia com a proposta. Enquanto a Proposta de Emenda Constituição (PEC) prevê uma economia de R$ 1,165 trilhão em dez anos, a pesquisa aponta para uma expectativa de economia de R$ 700 bilhões no período.

Estadão
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