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'Operadora virtual cresce a partir da ineficiência das teles', diz fundador da Fluke

Para Marcos Oliveira Jr., foco das empresas tradicionais de telefonia está em conquistar novos clientes, em vez de cuidar dos atuais

15 jan 2022 05h10
| atualizado em 17/1/2022 às 11h48
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Apesar de o setor de telefonia móvel ser dominado por gigantes, Marcos Oliveira Jr., de 24 anos, se uniu aos colegas de universidade Vinícius Akio, Augusto Pinheiro e Yuki Kuramoto para criar uma operadora virtual - a Fluke. O projeto captou R$ 12 milhões, participou do programa de financiamento da Y Combinator - maior aceleradora do mundo - e quer ser visto como uma alternativa às operadoras tradicionais. "A operadora virtual vem da ineficiência das teles na retenção de clientes."

Como foi entrar nesse mercado de gigantes sendo tão jovem?

Somos uma operadora virtual, ou seja, alugamos a infraestrutura de telecomunicações para oferecer o serviço. É um modelo de negócios consolidado no exterior há anos, mas que só agora está crescendo no Brasil. O projeto surgiu na universidade. Em 2017, escolhemos a área porque ela tem um serviço essencial e que as pessoas gostam de consumir. Mas a avaliação das empresas é muito ruim. As pessoas odeiam todos os intermediários possíveis. Nessa época, começamos a ouvir sobre os bancos digitais, como Neon e Nubank, e vimos que algo parecido aconteceria nas telecomunicações.

O que gerou a imagem negativa das operadoras de telefonia móvel?

O foco das empresas está sempre em conquistar novos clientes, em vez de cuidar dos atuais. Outro ponto é que as operadoras são muito boas em infraestrutura, mas o restante é terceirizado. Elas se tornam dependentes de fornecedores, e, quando há uma troca, fica uma colcha de retalhos que gera problemas como cobranças indevidas.

Como fugir das ligações de telemarketing para oferecer novos planos?

Nossa primeira frustração nesse mercado foi ver que quem usa metade da franquia de internet contratada recebe ligações oferecendo ainda mais. Nós entendemos o quanto as pessoas consomem e o que faz sentido para elas.

Estadão
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