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Opep ainda trabalha em acordo de petróleo enquanto Irã pede exceções

7 dez 2018
09h34
atualizado às 09h40
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O ministro da Energia da Arábia Saudita disse não estar confiante de que a Opep conseguirá um acordo nesta sexta-feira para cortar a produção de petróleo, com fontes afirmando que o líder do cartel ainda precisa concordar com exceções para o Irã, atingido por sanções.

Sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena, na Áustria 07/12/2018 REUTERS/Leonhard Foeger
Sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena, na Áustria 07/12/2018 REUTERS/Leonhard Foeger
Foto: Reuters

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo retomou as discussões em Viena nesta sexta-feira, antes de uma reunião no final do dia com produtores não integrantes do grupo, liderados pela Rússia.

Na quinta-feira, a Opep concordou provisoriamente com um corte na produção de petróleo, mas não conseguiu decidir os parâmetros concretos para reduções, já que estava aguardando um compromisso da Rússia, disseram fontes do grupo.

Nesta sexta-feira, duas fontes da Opep disseram que o Irã, arquirrival da Arábia Saudita, que enfrenta novas sanções norte-americanas desde novembro, também está segurando o fechamento de um acordo final.

Segundo uma fonte do grupo, a Opep aguarda apenas o Irã, que faz questão que o acordo inclua a palavra "exceção".

"O Irã insistirá em uma exceção até que as sanções sejam removidas", disse uma das fontes da Opep.

A Arábia Saudita enfrenta a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ajude a economia global abstendo-se de cortar sua produção de petróleo.

E com Trump tentando pressionar Teerã com sanções, um corte na produção da Opep forneceria apoio adicional ao Irã, ao aumentar os preços do petróleo.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, perguntado nesta sexta-feira se estava confiante de que as reuniões do dia produziriam um acordo, disse: "Não".

A crise em torno da morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, em outubro, tem possivelmente complicado ainda mais qualquer decisão da Opep. Trump apoiou o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, apesar dos apelos de muitos políticos dos EUA para que impusesse duras sanções a Riad.

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