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Oferta de alimentos e exportações do Brasil seguem garantidas, dizem ministros

26 mai 2020
17h59
atualizado às 19h44
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O Brasil continua com abastecimento de alimentos garantido em meio à pandemia de coronavírus, disse nesta terça-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, acrescentando que o país manteve todos os contratos comerciais com o exterior durante a crise.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura 
10/10/2019
REUTERS/Amanda Perobelli
Tereza Cristina, ministra da Agricultura 10/10/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Em entrevista coletiva do governo, Tereza ressaltou que desde o primeiro momento da pandemia o Ministério da Agricultura trabalha para garantir o abastecimento do país, citando a grande safra de verão e a logística "absolutamente normalizada", além do funcionamento dos portos no Brasil.

"Temos tido sucesso com isso... Além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo", afirmou a ministra.

O posicionamento foi reforçado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, no mesmo evento.

"Estamos com a logística funcionando no Brasil inteiro... Os ativos estão operando dentro da normalidade. O setor do agro funcionou bem, tivemos safra recorde... Isso está sendo importante para manter nosso fluxo de exportações nesse período de crise", disse o ministro.

"Não está havendo desabastecimento, estamos conseguindo superar a crise com as prateleiras abastecidas."

As afirmações foram feitas no momento em que o Brasil se torna o segundo maior foco da doença no mundo, atrás dos EUA, o que gera preocupações de alguns participantes do mercado.

Contudo, o Brasil tem exportado volumes expressivos de soja e carnes, registrando marcas históricas, com países como a China garantindo ofertas.

FRIGORÍFICOS

Na mesma ocasião, a ministra da Agricultura mencionou que a segurança dos trabalhadores de frigoríficos é um "assunto delicado", uma vez que os funcionários das plantas de processamento de carne trabalham em aglomeração.

Ela disse que atualmente há duas unidades fechadas por causa do coronavírus no país, uma em Pernambuco e outra em Santa Catarina --esta, segundo ela, deve ser reaberta até o final desta semana.

"Eles (frigoríficos) estão funcionando satisfatoriamente... fazendo com que a produção de proteína animal no Brasil esteja funcionando perfeitamente", afirmou.

Tereza admitiu perdas de produção com os fechamentos por surtos da doença, que atingiram cinco plantas frigoríficas em um primeiro momento, mas disse que o ministério trabalhou para permitir o deslocamento o processamento de uma unidade para outra na tentativa de minimizar o problema.

"Isso está funcionando muito bem, dentro do possível", afirmou.

A ministra destacou ainda que haverá, a partir de junho, um reforço da vacinação de trabalhadores de frigoríficos contra a gripe, medida que pode facilitar a identificação de sintomas de Covid-19 e levar ao isolamento do funcionário assim que os primeiros indícios de contaminação surgirem.

Empresas como as gigantes JBS e BRF já foram afetadas pelo fechamento de frigoríficos devido a casos da doença. Outras grandes companhias do setor, como Marfrig e Minerva, também registraram infecções pelo coronavírus entre funcionários.

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