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Nunca foi tão importante conhecer o consumidor, diz estudo

Pesquisa realizada pela Intervalor foi feita com 1.843 pessoas e a maioria tem entre 30 e 39 anos.

26 out 2021 08h00
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Phelipe Alvarez, VP da Intervalor, vê uma evolução no segmento
Phelipe Alvarez, VP da Intervalor, vê uma evolução no segmento
Foto: Arquivo Pessoal

A Intervalor, multinacional alemã de relacionamento e serviços financeiros no Brasil, lançou o Recalibra, uma solução para negociação de dívidas sob medida. Ao olhar para o consumidor de forma individualizada, a plataforma recomenda, como um concierge, a melhor opção de pagamento de acordo com seu perfil, momento de vida e necessidades.

Até o lançamento do Recalibra, a estratégia de negociação era baseada em um conjunto de variáveis históricas do consumidor, proveniente de diferentes fontes, que os agrupava de acordo com características semelhantes; como por exemplo, a propensão de pagamento de uma dívida.

Antes de partir para o desenvolvimento do Recalibra, a Intervalor realizou uma pesquisa para validar duas hipóteses:

  1. Que a modelagem de dados, baseada em eventos passados, pode se descalibrar rapidamente quando ocorrem situações inesperadas na vida do consumidor, seja em períodos de crise econômica ou não;
  2. Mesmo que os modelos matemáticos não estejam descalibrados, consumidores agrupados por características semelhantes, podem requerer condições de negociação totalmente distintas.

A pesquisa contou com 1.843 consumidores, com contas em atraso em cinco segmentos: cartões /varejistas, financeiras, educacional, saúde e mobilidade. Ela apresentou os principais insights:

68,3% dos respondentes tiveram sua renda comprometida, em diferentes intensidades, durante a pandemia.

44% dos entrevistados afirmaram que “desconto” é a opção que mais facilitaria a regularização de uma pendência ou a não atrasar as próximas. A “diluição do valor mensal das parcelas nos meses subsequentes” ficou em segundo lugar na escolha dos entrevistados, com 28% das respostas.

79% dos respondentes informaram ter dificuldades para pagar as próximas faturas / parcelas com o credor, o que nos remete a outro fator: a incerteza. No caso daqueles que não tiveram nenhuma redução de renda, deixar de pagar nos próximos meses as despesas mais supérfluas ou de menor juros, pode significar uma reserva para uma situação inesperada.

As dívidas com cartão de crédito e parcelas de dívidas antigas são as que mais os preocupam, com 72% e 62%, respectivamente.

81% dos respondentes, classificados como alta propensão de pagamento, com base em conceituado score de cobrança, pertencem ao grupo com incertezas em relação ao pagamento de compromissos futuros.

A pesquisa mostrou que a maioria dos devedores têm entre 30 e 39 anos, 29,5%, seguidos pelos de 40 a 49 anos, que representam 29,3% dos entrevistados. Empatados com 27% estão os Empregados CLT / Funcionário Público e os Autônomos, já os Desempregados, sem nenhuma renda, somam 25%.

“Nos últimos anos, o segmento evoluiu substancialmente no que se refere a soluções digitais para negociação de dívidas. Sem dúvida alguma, essas soluções simplificaram a jornada do consumidor, que pode pagar uma dívida com até três cliques”, explica Phillipe Alvarez, VP da Intervalor. “Além da facilidade, o Recalibra tem como proposta de valor, a melhoria da experiência por meio da solução do problema com o cliente. Ele representa uma evolução de pensamento, uma ampliação de olhar, onde o propósito evolui de cobrar para negociar. E negociar é mais do que se relacionar, pois envolve um compromisso maior com o cliente. Negociar é resolver, é solucionar.”

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