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Na China, Tereza Cristina se reúne com empresários do setor de celulose

15 mai 2019
16h49
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São Paulo, 15 - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reuniu-se nesta quarta-feira, 15, em Pequim com empresários chineses do setor de florestas plantadas e celulose. Em nota, a Agricultura disse que os chineses pediram a uniformização dos certificados fitossanitários para o comércio dos produtos.

"Tereza Cristina sugeriu aos chineses, maiores importadores mundiais de celulose, que as conversas sobre o tema ocorram durante reunião do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul), que será realizada no Brasil, em novembro deste ano", informou a pasta.

Empresários brasileiros também participaram do encontro. De acordo com a Agricultura, o diretor Jurídico e de Relações Institucionais da Suzano, Pablo Machado, disse que as exportações do setor chegam a US$ 12,5 bilhões e que, no ano passado, a China respondeu por 42,7% das vendas e, em 2017, 40%. "Gostaríamos de continuar e ampliar em longo prazo essas parcerias", disse.

O diretor de Relações Institucionais da Ibá, José Carlos da Fonseca Junior, propôs, ainda conforme a pasta, que áreas degradadas no Brasil sejam usadas para florestas plantadas, o que renderia mais de US$ 6 bilhões de investimentos nos próximos anos. "O Brasil pode expandir as capacidades e suprir as necessidades crescentes da China", disse.

Atualmente, o Brasil tem 10 milhões de hectares de árvores plantadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que corresponde a 1% do território nacional, mas é responsável por 91% de toda a madeira para fins industriais.

Desse total, 5,8 milhões de hectares têm algum tipo de certificação florestal, com indicadores reconhecidos internacionalmente que garantem sustentabilidade dos produtos, conforme dados do ministério.

ChemChina

A ministra da Agricultura também esteve com o Frank Ning, CEO da ChemChina e da Sinochem, empresas chinesas que atuam nos setores de agroquímicos e energia.

Na reunião, segundo a Agricultura, Ning disse que com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China os chineses "cada vez mais terão de diversificar a busca por alimentos e comprar mais do Brasil".

Estadão
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