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Na capital paulista, 13 edifícios cobram mais de R$ 60 mil pelo metro quadrado

Imóveis estão concentrados em bairros como Jardins, Vila Nova Conceição e Moema

5 dez 2021 14h07
| atualizado em 6/12/2021 às 09h28
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Com valores finais que superam R$ 15 milhões, a capital paulista tem hoje 13 empreendimentos que cobram mais de R$ 60 mil pelo metro quadrado de um apartamento. Essas unidades estão concentradas em bairros nobres como Jardins, Vila Nova Conceição e Moema, segundo a consultoria Brain.

As empresas veem esses empreendimentos como "objetos do desejo". "Esse cliente é viajado, frequenta ótimos hotéis e espera uma sensação e experiência em tudo o que consome", diz o diretor de incorporação e negócios da Cyrela, Piero Sevilla. Em um dos empreendimentos da marca, em Moema, a assinatura será do Yoo Studio, escritório de design europeu, fundado por Philippe Starck e John Hitchcox. "Isso tem dado muito certo. Começamos em 2013 com prédios assinados. E a resposta tem sido muito boa."

Sevilla, da Cyrela, diz que esse cliente também busca flexibilidade: hoje, a construtora já oferece dez modelos de plantas para uma mesma unidade, todas desenhadas pelo arquiteto responsável pelo empreendimento.

A Gafisa, que tomou a decisão estratégica de se voltar ao setor do altíssimo padrão, também seguiu o caminho de lançar o "cobranded". O primeiro foi no bairro dos Jardins, com a grife italiana Tonino Lamborghini. "É uma marca que traz muito design e life style. Há um valor associado", afirma o presidente da Gafisa Incorporadora e Construtora, Guilherme Benevides.

Mas foi no Rio de Janeiro que a companhia bateu um marco no setor, ao cobrar R$ 100 mil o metro quadrado em um apartamento no Leblon - ou quase R$ 30 milhões.

Diretor executivo de incorporação da Even, companhia voltada ao alto padrão, Marcelo Dzik diz que hoje o alto padrão pede plantas mais abertas, áreas mais arejadas e com luz natural em abundância. Fora isso estão sempre presentes nos projetos arquitetos e decoradores renomados.

O presidente da construtora Setin, Antonio Setin, aponta também o fator localização. Com terrenos em regiões mais nobres cada vez mais escassos, os custos de incorporação vêm subindo. Setin vê ainda uma novo perfil de compradores a ser cobiçado: "Vemos alguns jovens ficando ricos cada vez mais cedo, muito fruto da área de tecnologia e fintechs."

Estadão
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