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Mudança de área: demissões voluntárias são recorde no País

Recorde demissões voluntárias resulta em mudança radical na área de atuação de muitos brasileiros.

15 jun 2022 03h00
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Foto: Adobe Stock

A pandemia trouxe mudanças de paradigmas que vieram para ficar em todo o mundo. No Brasil o recorde de demissões voluntárias apontado pelo Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), consta que 603 mil trabalhadores pediram demissão de seus empregos apenas em março de 2022, representando 33% do total de 1,8 milhões de desligamentos, comprovando que se tornou prioridade para os trabalhadores a qualidade de vida e o bem-estar.

O relatório feito pela LCA Consultores aponta que a preferência por um modelo de trabalho híbrido, presencial ou home office e a busca por profissões que trazem mais realização pessoal estão ligadas a alta de desligamentos.

Este é o caso do Gustavo Martins de Souza, de 37 anos, que deixou a profissão de policial civil para atuar como fotógrafo. 

“Essa mudança veio quando percebi que o ambiente de trabalho do policial estava pesado demais”, lembra ele. “O policial é pago para resolver problemas e todas as demandas mais estressantes da sociedade, comecei a sofrer muito com isso, mas vi a fotografia como uma luz, antes eu via tudo cinza e triste e depois que entrei no Centro Europeu e comecei a estudar fotografia, vi o mundo com mais esperança, senti vontade de viver.”

Hoje, após realizar um curso de fotografia com profissionais renomados, Gustavo relata ser realizado com a profissão, que se iniciou com o ensino e networking. “Hoje, trabalho com a minha esposa e a minha remuneração é melhor. Fotografamos bebês (newborn) e famílias. Antes o meu trabalho era resolver problemas, hoje é realizar sonhos”, conta o profissional que também é responsável pelo canal do YouTube sobre fotografias, Gustavo Sousa.

Relatos como esse têm se tornado cada vez mais comuns, refletindo em um recorde de pedidos de demissão voluntárias, em época em que o desemprego chega a 11%.

O piloto virou chef de cozinha

O chef de cozinha Poti Pereira, de 48 anos, que atuava como oficial do exército e piloto de helicóptero e hoje é chef proprietário na A Condessa Casa de Eventos e professor no Centro Europeu. 

“Comecei a gastronomia como hobby. Foi aí que ocorreu um caso de doença grave na família e necessitou da minha atenção constante. Este acontecimento, me fez virar a chave, me afastei da aviação, resolvi me dedicar à família naquele momento e, mais tarde, iniciei uma nova carreira na cozinha”, conta Poti.

De acordo com o CEO do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri, é uma decisão efetiva para todas as pessoas que estão em transição de carreira, por oferecer uma formação profissional, de qualidade e com agilidade. 

“O grande diferencial é entregar de forma objetiva exatamente aquilo que o mercado precisa, então nossa metodologia é prática e experiencial e traz a realidade de cada profissão para dentro da sala de aula, através de professores que são atuantes e experientes”, afirma ele.

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