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Mourão: Investimentos só voltarão com preservação ambiental

O vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu que o desmatamento na Amazônia ultrapassou os limites do aceitável.

13 jul 2020
16h51
atualizado às 17h29
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Vice-presidente Hamilton Mouão
14/02/2019
REUTERS/Ueslei Marcelino
Vice-presidente Hamilton Mouão 14/02/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira que os investidores irão voltar a colocar recursos no Brasil quando o país mostrar resultados positivos na área ambiental, mas reconheceu, mais uma vez, que os índices de desmatamento neste ano não serão inferiores aos de 2019.

"A partir do momento que apresentarmos resultados positivos eu tenho a visão de que todo mundo vai voltar a investir bem no Brasil", disse o vice-presidente em uma live do fundo Genial Investimentos.

Mourão, que é o coordenador do Conselho da Amazônia, afirmou que a primeira coisa que o governo precisa fazer é reconhecer que o desmatamento na Amazônia ultrapassou os limites do aceitável. Segundo ele, o problema ocorre em parte devido ao fato de o governo ter recebido as agências ambientais com apenas metade do efetivo que já tiveram.

"O governo tem que adotar medidas usando os meios que tem, no caso o apoio das Forças Armadas nas atividades de fiscalização", disse Mourão.

O vice-presidente afirmou ainda que as queimadas na Amazônia, que normalmente são feitas depois do desmatamento, tiveram uma queda de 20% no primeiro semestre em comparação com 2019, mas disse que os efeitos das operações contra o desmatamento não virão este ano.

"Em termos de desmatamento não será melhor que o ano passado. Deveríamos ter começado as operações em dezembro, no mais tardar em janeiro deste ano. Mas o Conselho da Amazônia só foi criado em fevereiro", afirmou.

Ao final da live, o vice-presidente reafirmou que o governo vai avançar em relação ao desmatamento e ao garimpo ilegal, assim como outras formas de exploração irregular da Amazônia.

"É nosso dever e vamos fazer isso", disse.

 

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