0

Mourão defende abertura comercial 'lenta, gradual e segura'

Para o vice-presidente, 'não dá para dar um choque de abertura nas nossas empresas de hoje para amanhã'

16 jul 2019
17h54
atualizado às 19h45
  • separator
  • 0
  • comentários

Em palestra a empresários em São Paulo, o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, defendeu a abertura comercial do Brasil. Ele usou palavras do ex-presidente do governo militar, Ernesto Geisel, para falar do assunto: "tem que ser lenta, gradual e segura".

"Não dá para dar um choque de abertura nas nossas empresas de hoje para amanhã com uma carga tributária desse tamanho, com uma infraestrutura deficiente, em que o nosso produto chega aos portos custando uma fortuna em comparação com os que vêm do lado de fora", afirmou.

Mourão disse que o Brasil responde apenas por 1,2% do fluxo de comércio global
Mourão disse que o Brasil responde apenas por 1,2% do fluxo de comércio global
Foto: Instituto Brasil 200/Divulgação / Estadão

Mourão disse que o Brasil responde apenas por 1,2% do fluxo de comércio global e que o governo vai trabalhar para ampliar essa participação. "Temos que abrir sim. Não é nada para um País do nosso porte. Temos que escalar, aumentar importação, aumentar exportações, termos realmente um fluxo de comércio e nos inserirmos nas grandes cadeias de valor agregado", disse, ao destacar a importância de se ter uma corrente de comércio maior.

Política externa

Mourão afirmou, citando suas viagens recentes para China e Estados Unidos, que todos os países "estão de olho" no Brasil. "Aqueles que querem investir e ganhar dinheiro querem estar com a gente", disse.

O vice disse que as posições diplomáticas do Brasil devem buscar "flexibilidade e pragmatismo". "Não podemos ficar nem pendurados no A nem no B. Temos que buscar aquilo que é melhor para o Brasil, que haja benefício mútuo", afirmou.

O vice-presidente elogiou ainda o acordo Mercosul-União Europeia e destacou o papel da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que "venceu grandes resistências" na negociação que levou cerca de 20 anos.

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade