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Mourão apresenta a Santander ações do Conselho da Amazônia e recebe promessa de financiamento

O banco privado, um dos maiores do País, prometeu cooperar para o desenvolvimento da região, com destaque para a bioeconomia

23 jul 2020
18h17 atualizado às 20h02
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18h17 atualizado às 20h02
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BRASÍLIA — O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se encontrou nesta quinta-feira, 23, com a cúpula do Santander, em São Paulo, para detalhar os planos e metas do Conselho da Amazônia, do qual é presidente. Segundo Mourão, o presidente do banco espanhol, Sergio Agapito Lires Rial, prometeu cooperar em financiamentos para o desenvolvimento da região, com destaque para a bioeconomia.

Em nota, Mourão afirmou que "o diálogo entre instituições públicas e privadas tem sido uma das ênfases do Conselho Nacional da Amazônia Legal". Segundo Mourão, o propósito é "encontrar o melhor caminho para proteger e preservar a Amazônia Legal e desenvolver o Brasil".

Na quarta-feira, o vice-presidente recebeu, no Palácio do Planalto, executivos dos três maiores bancos privados do Brasil - Santander, Bradesco e Itaú - para discutir uma agenda conjunta para a Amazônia. Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira. Em junho, a situação ficou ainda mais crítica representantes de fundos bilionários ameaçarem deixar o país caso o governo brasileiro não tome medidas contra o desmatamento da floresta amazônica, que registra novos recordes desde o ano passado.

Na noite de quarta-feira, Mourão disse ao Estadão que na reunião de ontem foi reforçado aos representantes dos bancos que é "importante pensarem em formas de financiamento para projetos em bioeconomia, com juros melhores". "Eles não colocaram questão de perda de investimento. Agora, o que é claro hoje é que, com a agenda ambiental, todas as empresas têm uma preocupação sobre onde estão colocando seus recursos e onde estão investindo. E o que a gente vê é que a Amazônia pode ser uma solução em termos de empresas que têm atividades poluentes", afirmou Mourão.

Estadão
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