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Motoboys realizam protestos em frente a shoppings de SP

Reivindicações incluem tabela mínima para o serviço e reajuste de porcentual repassado a entregadores

25 jul 2020
12h05
atualizado às 15h46
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Os entregadores de aplicativos realizam neste sábado, 25, a terceira mobilização da categoria em menos de um mês. Com alcance nacional, os motoboys se concentram nas entradas dos shoppings centers, onde esperam interromper as entregas que saem dos restaurantes instalados nas praças de alimentação.

Protesto dos entregadores de aplicativos na avenida Paulista em São Paulo (SP)
Protesto dos entregadores de aplicativos na avenida Paulista em São Paulo (SP)
Foto: Guilherme Gandolfi / Futura Press

Por volta das 11h, a mobilização ainda era baixa. Na capital paulista, cerca de 12 motoboys se reuniam em frente ao Shopping Morumbi e, na Paulista, o número de carros de polícia em frente aos centros de compra era superior ao de entregadores que, de moto e de bicicleta, participavam do ato em frente aos três shoppings instalados na avenida.

Segundo um dos líderes do movimento "Breque dos Apps", Diogenes Souza, o mesmo que em 1º de julho reuniu milhares de trabalhadores de várias partes do País, o objetivo dos entregadores na mobilização deste sábado é impacto mais diretamente na operação dos aplicativos, sem atrapalhar o trânsito das cidades.

"A paralisação vai ser maior para os aplicativos, mesmo que, visualmente, possa parecer menor para o povo. Nós queremos parar todos os shoppings e, assim, ter um número muito maior de lojas sem serviço de entrega, o que vai bater lá nos aplicativos", afirma Diogenes Souza. Às 15, eles devem seguir até a Praça Charles Muller, em frente ao Estádio do Pacaembu. O objetivo é voltar aos shoppings por volta das 17h.

Os entregadores protestam contra as condições de trabalho oferecidas por aplicativos como Uber Eats, iFood, Rappi e Loggi. Eles reivindicam uma tabela mínima de cobrança pelo serviço e um reajuste do porcentual repassado aos motoboys pelas entregas.

Na sexta-feira, 24, presidentes de seis centrais sindicais divulgaram nota conjunta em apoio à manifestação dos motoboys.

Empresas

Desde que os motoboys deflagraram o movimento,no dia 1º de julho, Uber Eats, Rappi e Loggi têm falado pouco, a maior parte das vezes por nota. Loggi e Rappi priorizam a comunicação via Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), que reúne os aplicativos, exceto Uber.

O iFood, por sua vez, critica a da ausência de uma legislação específica para o trabalho dos entregadores e também a postura de aplicativos concorrentes.

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