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Mesmo com estresse no exterior, dólar tem dia calmo e fecha em R$ 3,74

19 jun 2018
14h56
atualizado em 2/7/2018 às 15h00
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A nova escalada da tensão comercial entre os Estados Unidos e a China sinalizava um dia de tensão para o dólar no mercado doméstico nesta terça-feira, 19, mas o câmbio contrariou as expectativas iniciais e teve um pregão relativamente tranquilo. O dólar terminou a terça-feira aos R$ 3,7469, em alta de 0,16%. Foi a primeira sessão sem leilões extraordinários de swap pelo Banco Central desde o último dia 5. Especialistas em câmbio ressaltam que os investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que encerra sua reunião nesta quarta-feira, 20, e fizeram hoje uma pausa para avaliar a maciça injeção de recursos do BC, que no último mês, até ontem, colocou US$ 39 bilhões em swaps novos para tentar segurar o dólar. A expectativa inicial era de nova disparada do dólar hoje no mercado doméstico, por conta do acirramento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O presidente Donald Trump prometeu ontem à noite novas tarifas em mais de US$ 200 bilhões de produtos chineses e Pequim disse que iria retaliar, com os dirigentes chineses assumindo publicamente hoje pela primeira vez que estavam em "guerra comercial" com Washington. De fato, pela manhã, o dólar chegou a bater em R$ 3,78, mas perdeu força e chegou a cair para R$ 3,71. Na maior parte dos negócios pela tarde, a moeda norte-americana operou de lado, enquanto no exterior subiu ante a maioria dos emergentes. Em Nova York, as bolsas caíram. "O mercado teve um dia de ressaca, avaliando as atuações do BC", ressalta o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. Ele afirma que as incertezas eleitorais persistem, as mesas de operação aguardam as próximas pesquisas de intenção de voto e o cenário externo é desfavorável, mas o investidor hoje aqui deu uma parada. O volume de negócios foi melhor que ontem, mas seguiu abaixo da média das semanas anteriores. No dólar futuro, o giro era de US$ 14,6 bilhões por volta das 17h25, ante números acima de US$ 20 bilhões da semana passada. No mercado à vista, estava em US$ 923 milhões, ante média US$ 1,3 bilhão dos dias anteriores. Essa calmaria, porém, pode não durar muito, ressalta Galhardo. "A tendência do dólar é de alta", disse ele, destacando que a eleição segue no radar e vai ser difícil ver a moeda norte-americana voltar para a casa dos R$ 3,50, devendo ficar mais entre os R$ 3,70 a R$ 3,90 e com chance de encostar novamente em R$ 4,00.

Estadão
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