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Mercados internacionais fecham em alta em dia de inflação dos EUA e dados da China

Apenas alguns índices recuaram nesta terça; inflação americana veio pouco acima do esperado, em alta de 0,6% na passagem de fevereiro para março

13 abr 2021
17h25 atualizado às 18h27
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17h25 atualizado às 18h27
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Os principais índices do mercado internacional fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 13, apesar do sinal misto em alguns deles. O dia foi marcado pela divulgação de importantes indicadores, como os dados da inflação ao consumidor dos Estados Unidos, além do resultado da balança comercial chinesa. O noticiário da pandemia também ficou no radar.

Muito esperado no pregão da última segunda-feira, 13, a inflação ao consumidor americana (CPI) avançou 0,6% na passagem de fevereiro para março, um pouco acima da mediana de estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,5%. Apesar disso, analistas atribuem a leitura elevado a fatores técnicos. "O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não será incomodado por alguns meses de ganhos do CPI", avalia Ian Shepherdson, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, ressaltando que a política monetária pró-estímulos dos EUA deverá ser mantida

Na China, dados publicados nesta madrugada mostraram que as exportações chinesas deram um salto anual de 30,6% em março. O resultado, porém, ficou abaixo das expectativas de um aumento de 40% e também aquém do acréscimo de 60,6% visto no primeiro bimestre. As importações do país, por sua vez, subiram 38,1% na comparação anual de março, superando previsão de alta de 25%.

Independentemente do que analistas esperavam, os números mostram que a China continua se recuperando com força dos efeitos da pandemia do coronavírus, o que, na contramão do banco central dos EUA, pode encorajar Pequim a reverter as medidas de estímulo monetário e fiscal.

O avanço da doença também é monitorado em países como Índia, Filipinas, Tailândia, Alemanha e também Brasil. Sobre o tema, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, pela sigla em inglês) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendaram que o uso do imunizante da Janssen seja interrompido após relatos de casos de coágulos desenvolvidos por pessoas que receberam o profilático. O governo informou que monitora a situação, mas que a suspensão não atrasará o programa de vacinação no país.

Bolsas de Nova York

O cenário dentro das perspectivas para a inflação americana também deu um novo dia de alívio para o mercado de títulos do Tesouro local, que vê o indicador como importante sinal de retomada da economia dos EUA. O papel com vencimento para dez anos recuou 1,619%, enquanto o de trinta anos caiu 2,299%, nas mínimas do dia. Um megaleilão de papéis também ajudou no resultado.

No entanto, as Bolsas de Nova York fecharam mistas. Dow Jones caiu 0,20%, S&P 500 e Nasdaq fecharam com altas de 0,33% e 1,05%, com o S&P 500 em nova máxima histórica A queda do mercado de títulos públicos dos EUA favorecem os índices acionários, pois promovem a migração de recursos das Bolsas para esse tipo de ativo, consideravelmente mais seguro.

Bolsas da Europa

O dia também foi de indicadores na Europa. Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas frustrou previsões ao cair de 76,6 pontos em março para 70,7 pontos em abril. Já a agência oficial de estatísticas do Reino Unido informou que a produção industrial no país cresceu 1% em fevereiro ante janeiro, mas cedeu 3,5% na comparação anual.

Por lá, o índice Stoxx 600, que reúne as principais ações do continente, subiu 0,12%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 0,02%, a de Paris teve ganho de 0,13% e a de Frankfurt registrou alta de 0,13%. Milão subiu 0,59%, mas na contramão, Madri e Lisboa cederam 0,09% e 0,20% cada.

Bolsas da Ásia

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio subiu 0,72%, a de Seul teve alta de 1,07% e a de Hong Kong avançou 0,15%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen caíram 0,48% e 0,06% cada, enquanto a Bolsa deTaiwan caiu 0,21%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável hoje, com ganho marginal de 0,04%.

Petróleo

Os contratos de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira. O avanço da inflação dos dos EUA e a revisão para cima da projeção de crescimento da demanda global pela commodity da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ajudaram nos ganhos. Hoje, o cartel aumentou sua projeção de alta para o crescimento da demanda global pelo óleo, de 5,9 milhões para 6,0 milhões de barris por dia em 2021.

Em resposta, o barril do petróleo WTI com entrega prevista para maio avançou 0,80%, a US$ 60,18, enquanto o do Brent para junho teve alta de 0,62%, a US$ 63,67. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO, GABRIEL CALDEIRA E SERGIO CALDAS

Estadão
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