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Mercados internacionais avançam em dia de divulgação do PIB dos Estados Unidos

Economia do país americano cresceu 1,6% no segundo trimestre, abaixo das expectativas, reforçando a importância da manutenção dos estímulos do Federal Reserve

29 jul 2021 17h53
| atualizado às 18h38
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O cenário mais tranquilo do mercado chinês, somado à decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter a política monetária dos Estados Unidos e ainda ao PIB abaixo do esperado da economia americana, ajudaram a aliviar a pressão entre os principais índices do exterior nesta quinta-feira, 29, que fecharam em alta.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,6% no segundo trimestre do ano, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, 29, ante 1,5% nos primeiros três meses de 2021. Em uma base anualizada, o crescimento do segundo trimestre foi de 6,5%. A produção está significativamente abaixo de onde estaria se o crescimento continuasse em sua trajetória pré-pandemia.

O resultado vem em linha com a decisão do dia anterior do Fed de manter os estímulos à economia dos EUA, incluindo os juros entre 0% e 0,25%. "O motivo que é preocupante é que essa explosão de atividade em torno da reabertura tem impulsionado a economia nos últimos dois meses", disse Michelle Meyer, chefe de economia dos EUA no Bank of America. "Mesmo uma mudança modesta no comportamento pode aparecer de forma mais significativa desta vez."

Na China, o governo local procurou acalmar o mercado por meio de uma reunião com representantes de grandes bancos, após o aumento no cerco regulatório para empresas privadas de educação e tecnologia. " Reguladores chineses disseram aos bancos que as empresas chinesas seriam autorizadas a abrir capital nos Estados Unidos, desde que atendessem aos requisitos de listagem", afirma o analista-chefe de mercado da CMC Markets, Michael Hewson.

Na agenda de indicadores, o índice de sentimento econômico da zona do euro atingiu o maior nível da história, ao subir a 119 pontos no mês de julho. Para a Oxford Economics, o dado confirma que o bloco europeu caminha para crescimentos recordes nos próximos meses. No entanto, a consultoria ressalta que, por conta do avanço da variante delta do coronavírus, é possível que o sentimento piore nos próximos meses.

Bolsa de Nova York

As Bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas também pela temporada de balanços, nesta que é vista como a principal semana da publicação de resultados. O Dow Jones fechou em alta de 0,44% e o S&P 500 avançou 0,42%. Já o Nasdaq subiu 0,11%.

Ontem, após o fechamento dos mercados, a Ford registrou desempenho trimestral melhor que o esperado, e sua hoje ação subiu 3,82%. Os resultados do Facebook também foram acima do previsto, mas o papel da empresa recuou 4,01%. Já a Mastercard teve alta de 2,86%, seguindo os resultados trimestrais. A Tesla subiu 4,69% depois de apresentar números nesta semana que levaram a uma série de revisões para cima nos preços de seus papéis e recomendações de compra. A montadora observa ainda os avanços para um pacote de infraestrutura nos EUA, que pode aumentar a demanda por veículos elétricos.

Bolsas da Europa

O clima foi positivo no mercado europeu. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve avanço de 0,46%, enquanto a Bolsa de Londres teve ganho de 0,88%, Paris, de 0,37% e Frankfurt, de 0,45%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa subiram 1,01%, 0,60% e 0,49% cada.

Entre os balanços, a AstraZeneca registrou queda de 27,24% no lucro na comparação anual e viu suas ações terem cederem 0,13% hoje. No caso do banco Lloyds, houve queda de 1,24%, apesar do salto de 12,7% no lucro trimestral ante mesmo período de 2020, enquanto a Volkswagen avançou 1,73%, ao reverter prejuízo e lucrar no segundo trimestre.

Bolsas da Ásia

O dia também foi favorável para os mercados asiáticos, com os índices chineses de Xangai e Shenzhen com altas de 1,5% e 3,1% cada. A Bolsa de Hong Kong subiu 3,3%, enquanto Seul avançou 0,2% e Tóquio teve ganho de 0,7%.

Na Oceania, a bolsa australiana encerrou com ganho de 0,5%, apoiada nas ações de mineradoras.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo subiram nesta quinta. A commodity foi apoiada por um quadro de maior apetite por risco em geral nos mercados internacionais, bem como pelo câmbio, com o enfraquecimento do dólar.

O petróleo WTI para setembro fechou em alta de 1,70%, em US$ 73,62 o barril, enquanto o Brent para outubro avançou 1,67%, a US$ 75,10 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, GABRIEL BUENO DA COSTA, IANDER PORCELLA E MATHEUS ANDRADE

Estadão
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