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Mercado vê melhora para cumprimento da meta fiscal em 2018

Estimativa para o déficit primário este ano é de R$ 137 bi, ante cálculo de R$ 141 bi feito anteriormente

11 out 2018
10h39
atualizado às 15h20
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O mercado passou a ver as metas fiscais para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) sendo cumpridas com ainda mais folga neste ano e no próximo, com margens de mais de 20 bilhões de reais nos dois casos, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda.

Segundo mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a estimativa passou a ser de déficit primário de 137,260 bilhões de reais em 2018, sobre saldo negativo de 141,039 bilhões de reais calculado antes, e uma meta para o ano de 159 bilhões de reais.

Estimativa para o déficit primário este ano é de R$ 137 bi, ante cálculo de R$ 141 bi feito anteriormente
Estimativa para o déficit primário este ano é de R$ 137 bi, ante cálculo de R$ 141 bi feito anteriormente
Foto: Reuters

O governo vem repetidamente apontando que entregará um resultado fiscal melhor que a meta neste ano, ajudado por bilionários recursos empoçados em ministérios, para os quais a perspectiva segue sendo de não execução.

Para 2019, a conta melhorou a um déficit primário de 117,773 bilhões de reais, ante 123,808 bilhões de reais visto no levantamento anterior. A meta para o ano que vem é de um saldo negativo em 139 bilhões de reais, no sexto dado consecutivo no vermelho, com o país não conseguindo economizar para pagar juros da dívida pública.

Quanto à dívida bruta, os cálculos foram piorados. Para 2018, os economistas agora veem a dívida batendo em 77% do Produto Interno Bruto (PIB), sobre 76,10% anteriormente. Já para 2019, a expectativa é de que irá alcançar 78,65% do PIB, sobre 78,12% na pesquisa de setembro.

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