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Mercado testa realização de lucros após Previdência, mas juros fecham de lado

11 jul 2019
18h38
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O mercado de juros ensaiou uma realização de lucros nesta quinta-feira, 11, pós aprovação do texto-base da reforma da Previdência, mas que não prosperou. Após começarem o dia em baixa, as taxas zeraram a queda, apontando para leve alta entre o fim da manhã e o começo da tarde, mas durante a etapa vespertina a pressão se dissipou e os juros encerraram de lado, com viés de queda nos vértices longos, a despeito da forte alta nos rendimentos dos Treasuries. Em contraponto ao amplo placar de 379 votos favoráveis à aprovação ontem da reforma no plenário da Câmara, 71 acima do necessário e que deu conforto ao mercado sobre as próximas fases da tramitação, as dificuldades na votação dos destaques ao texto ao longo desta quinta-feira trouxeram certo desconforto, justificando a pausa no processo de devolução de prêmios.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,59%, de 5,588% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 6,30%, de 6,31% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2025 passou de 6,86% para 6,83%.

"O mercado tentou hoje realizar 'no fato', mas o segmento de juros esteve bem resiliente em comparação a, por exemplo, o que vimos na Bolsa, que teve um ajuste mais firme. Mesmo em dia de leilão de prefixados, os DIs mostraram um desempenho 'ok', pois lá fora as taxas estão abrindo bastante", disse um gestor.

O mercado segue confiante de que o texto será aprovado nos dois turnos antes do recesso parlamentar que começa no dia 18, mas a demora na votação dos destaques recomendou uma certa cautela, mais pelo risco de atraso no calendário do que pelos receios de desidratação da potência fiscal.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pretende votar os destaques ainda hoje e que o segundo turno da votação deverá acontecer nesta sexta. Por volta das 17h, porém, o plenário ainda não tinha quórum considerado "seguro" pelo governo para manter a salvo o texto. Havia 462 parlamentares na Câmara e 440 deles tinham marcado presença no plenário. A falta de acordo para mudanças nas regras de policiais federais e professores é o que está atrasando a continuidade da votação dos destaques da reforma da Previdência, dizem fontes ouvidas pelo Broadcast.

Na agenda, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) não chegou a mexer diretamente com as taxas nem com as apostas para a Selic, embora a queda nas vendas do varejo restrito (-0,01%) em maio ante abril tenha surpreendido parte do mercado - a mediana das estimativas era de alta de 0,2%. As vendas do varejo ampliado (+0,2%) na margem também ficaram aquém da mediana prevista (+0,4%). De todo modo, os resultados reforçam a possibilidade de o País estar em recessão, ao sugerir mais um número negativo para o PIB no segundo trimestre.

Estadão
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