1 evento ao vivo

Mercado reduz projeção para o crescimento do PIB

Estimativa para a alta da atividade econômica passou de 0,83% para 0,80%, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central

26 ago 2019
09h47
atualizado às 10h03
  • separator
  • 0
  • comentários

BRASÍLIA - Economistas do mercado financeiro reduziram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,83% para 0,80%, de acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 26, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,82%.

Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,20% para 2,10%. No fim de junho, o BC atualizou sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.

No relatório desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 passou de 0,15% para 0,08% - há um mês, estava em 0,50%.

Os analistas também alteraram a previsão para o IPCA, o índice oficial de preços, em 2019 e 2020. A mediana para a inflação este ano passou de alta de 3,71% para elevação de 3,65% e para 2020 foi reduzida de 3,90% para 3,85%.

A projeção dos economistas está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%).

As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020. Elas constaram na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, realizado no fim de julho. Na ocasião, o colegiado reduziu a Selic, a taxa básica de juros, de 6,50% para 6,00% ao ano.

A estimativa para a Selic no fim de 2019 foi mantida em 5% ao ano e, para 2020, foi revista de 5,50% para 5,25%. Ao justificar a decisão pelo corte na última reunião, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa.

Veja também

 

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade