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Mercado de trabalho nos EUA desacelera, casos crescentes de Covid-19 prejudicam recuperação

25 nov 2020
15h04
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O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego pela primeira vez aumentou ainda mais na semana passada, sugerindo que uma explosão de novas infecções por Covid-19 e restrições comerciais estão impulsionando as dispensas e minando a recuperação do mercado de trabalho.

Pessoas fazem fila para apresentar pedido de auxílio-desemprego em Frankfort, Kentucky, EUA
18/06/2020
REUTERS/Bryan Woolston
Pessoas fazem fila para apresentar pedido de auxílio-desemprego em Frankfort, Kentucky, EUA 18/06/2020 REUTERS/Bryan Woolston
Foto: Reuters

Ainda assim, a economia começou o quarto trimestre de forma sólida, com os gastos dos consumidores e os investimentos empresariais em equipamentos superando as expectativas de analistas em outubro.

Mas isso provavelmente é insuficiente para afastar a grande nuvem que paira sobre a economia. A renda pessoal caiu no mês passado e pode recuar mais com ao menos 12 milhões de norte-americanos prestes a perder o auxílio-desemprego financiado pelo governo um dia depois do Natal.

O benefício, parte de um pacote de alívio ao coronavírus de mais de 3 trilhões de dólares, contribuiu para um crescimento recorde da economia no terceiro trimestre.

Ouro pacote de resgate é esperado apenas para depois que o presidente eleito Joe Biden tomar posse, em 20 de janeiro. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está fortemente focado em contestar sua derrota eleitoral para Biden.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 778 mil, em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 21 de novembro, em comparação com 748 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quarta-feira.

Foi o segundo aumento semanal seguido e superou a expectativa de economistas consultados pela Reuters de 730 mil solicitações.

O relatório semanal de pedidos de auxílio-desemprego, o dado mais tempestivo sobre a saúde da economia, foi publicado um dia antes por causa do feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira.

Os Estados Unidos foram afetados por uma nova onda de infecções por coronavírus, com os casos diários excedendo 100 mil desde o início de novembro. Mais de 12 milhões de pessoas foram infectadas no país, de acordo com uma contagem de dados oficiais da Reuters.

A doença respiratória matou mais de 259 mil norte-americanos e as hospitalizações estão disparando, levando os governos estaduais e locais a reimpor uma série de restrições à vida social e econômica nas últimas semanas, o que poderia manter os pedidos de auxílio-desemprego acima do pico de 665 mil visto durante a Grande Recessão de 2007-09.

Em um segundo relatório, o Departamento do Comércio disse que os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,5% no mês passado depois de ganho de 1,2% em setembro.

Mas a renda pessoal caiu 0,7%, revertendo a alta de 0,7% em setembro. Economistas previam aumento de 0,4% nos gastos dos consumidores.

"Não fossem por acontecimentos recentes relacionados ao vírus, parece que o PIB estaria a caminho de um quatro trimestre bastante robusto", disse Daniel Silver, economista do JPMorgan. "Mas considerando o recente aumento nos novos casos de Covid-19, achamos que os dados vão enfraquecer em novembro e dezembro."

A esperada desaceleração nos gastos dos consumidores deve ser contida de alguma forma por sólidos investimentos empresariais diante de lucros robustos, garantindo que a economia continue a crescer no quarto trimestre, ainda que em um ritmo moderado.

As encomendas de bens de capital excluindo defesa e aeronaves, medida observada de perto para os planos de gastos empresariais, aumentaram 0,7% em outubro, disse o Departamento do Comércio em um terceiro relatório.

O departamento também confirmou o ritmo histórico de expansão da economia no terceiro trimestre. O Produto Interno Bruto norte-americano cresceu a uma taxa anualizada não revisada de 33,1%, disse o governo em sua segunda estimativa do terceiro trimestre.

A economia recuou a uma taxa de 31,4% no segundo trimestre, a queda mais profunda desde que o governo começou a manter registros em 1947.

As estimativas de crescimento para o quarto trimestre estão abaixo de uma taxa anualizada de 5%.

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