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Mappin retorna ao mercado na próxima segunda-feira, agora no e-commerce

Loja de departamento que foi sucesso no Brasil nas décadas de 80 e 90 investiu R$ 4 milhões na nova plataforma, voltada para as classes A e B

6 jun 2019
19h43
atualizado às 20h07
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Com aposta na memória afetiva do público, o Mappin, rede de lojas de departamento brasileira sucesso nas décadas de 1980 e 1990, retorna ao mercado na próxima segunda-feira, 10. E nada de espaço físico por enquanto: ela vem no formato e-commerce.

Sob o comando da Blue Group, empresa que é responsável por toda a operação digital da varejista Marabraz, a nova plataforma contará com um investimento de mais de R$ 4 milhões e um portfólio de 15 mil itens à venda, entre produtos de cama, mesa e banho, utilidades domésticas, móveis e decoração.

Depois de ter falência declarada em 1999, o Mappin foi adquirida pela Marabraz dez anos depois em um leilão judicial. Mesmo avaliada em R$ 12,1 milhões, foi adquirida por R$ 5 milhões.

A proposta da empresa agora é trabalhar com produtos exclusivos que tenham design voltado para a funcionalidade, como uma cadeira que vira estante e gavetas que se transformam em bancos. "O que temos hoje são móveis funcionais, já que cada vez mais pessoas moram em espaços pequenos", disse o sócio-diretor comercial da Marabraz, Nader Fares.

A oferta de produtos, que terá como público-alvo jovens adultos, promete ser variada. "De uma panela simples de R$ 70 até uma mais moderna de R$ 700", afirma o diretor. Com o Mappin, a Marabraz, especializada em móveis residenciais para o público C, D e E, inaugura um braço voltado para as classes A e B.

Próximos passos

Para o segundo semestre, a marca anunciou a estreia de um marketplace, plataforma online que reúne diversos varejistas, que deverá ter participação de grandes nomes e catálogo com mais de 500 mil itens. "Está sendo um desafio tecnológico bem grande, porque queremos reunir muita gente", diz Abdul Fares, sócio-diretor financeiro da companhia.

Sobre um possível retorno às lojas físicas, a previsão é de que o Mappin volte às ruas de São Paulo no início de 2020. Assim como a unidade mais icônica da empresa, que ficava localizada na Praça Ramos de Azevedo, a nova loja, apesar de ainda não ter um endereço definido, também será instalada no centro da capital.

Como parte do apelo nostálgico, a empresa preparou um e-commerce com a mesma identidade visual das lojas antigas. "Identificamos com muita pesquisa que há sim essa memória afetiva do público, então queremos oferecer uma experiência de compra completa também no ambiente digital", completa Abdul.

Estadão
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