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Bolsas do exterior fecham em alta, de olho na aprovação do pacote de US$ 1 tri dos EUA

Indicadores de compras subiram na zona do euro, mas desempenho abaixo do esperado do mercado de trabalho americano, somado a impasse com acordo trilionário, ficam no radar

5 ago 2020
07h25
atualizado às 19h42
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Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta quarta-feira, 5, após sinalização de melhora dos indicadores econômicos após a crise gerada pela covid-19. A alta também sugere que investidores estão confiantes de que os Estados Unidos irão eventualmente aprovar um novo pacote de estímulos fiscais para combater os efeitos da pandemia de coronavírus, apesar de recentes entraves em negociações no Congresso americano.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse ontem que republicanos e democratas pretendem fechar um acordo sobre o próximo pacote fiscal até o final da semana, de forma que o assunto possa ser votado na semana que vem. Antes disso, Mnuchin afirmou que o governo americano está disposto a implementar medidas de estímulos fiscais por meio de decretos executivos, caso líderes do Congresso não consigam superar suas divergências sobre o pacote.

Além disso, também chamou a atenção dados fortes da economia europeia e dados abaixo do esperado vindos do mercado de trabalho americano. Veja mais abaixo.

Bolsas da Ásia e Oceania

No mercado asiático, a queda do índice de gerentes de compras da China de 58,4 em junho para 54,1 em julho não desanimou e os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto tiveram altas de 0,17% e 0,80% cada. O Hang Seng se valorizou 0,62% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,40% e o Taiex registrou ganho de 0,73% em Taiwan. Apenas o japonês Nikkei caiu 0,26%. Na Oceania, a bolsa australiana caiu 0,60%.

Bolsas da Europa

O índice de gerentes de compras de serviços (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu de 47,1 para 56,6 em julho, enquanto o da Alemanha foi de 47 para 55,3 no mesmo período. O PMI da zona do euro também saltou para 54,9. O número acima de 50 sugere expansão na atividade. Com o resultado, o Stoxx 600 teve ganho de 0,46%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 1,14%. Paris subiu 0,90% e o índice de Frankfurt teve alta de 0,47%. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,64%, 0,26% e 0,53% cada.

Bolsas de Nova York

Já nos Estados Unidos, o setor privado criou 167 mil empregos em julho, bem abaixo da previsão de 1 milhão de postos de trabalho do The Wall Street Journal. A informação fez crescer a pressão em torno da aprovação do pacote de ajuda americano de US$ 1 trilhão. No entanto, o resultado não impediu as Bolsas de Nova de fecharem em alta, apoiadas principalmente pelos ganhos do setor de tecnologia. Dow Jones subiu 1,39%, S&P 500 teve ganho de 0,64% e Nasdaq avançou 0,52%, encerrando aos 10.998,40 pontos, novo recorde para um fechamento.

Petróleo

Animou o mercado, o recuo de 7,3 milhões de barris na semana encerrada em 31 de julho nos estoques de petróleo dos EUA, que foram a 518,5 milhões de barris. Os dados são do Departamento de Energia americano (DoE). A queda foi bem maior que a esperada por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam diminuição de 1,8 milhões de barris. A produção média diária também caiu, de 11,1 milhões para 11 milhões de barris.

Em resposta, o WTI para setembro, referência no mercado americano, encerrou em alta de 1,18%, a US$ 42,19. Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, avançou 1,67%, a US$ 45,17.

O ouro também teve um novo dia de recordes, motivado pelo enfraquecimento da moeda americana, após dados menores que o esperado para a geração de vagas no setor privado e o impasse na aprovação do pacote trilionário. Hoje, o ouro para dezembro fechou em alta de 1,40%, a US$ 2.049,30 por onça-troy. Ao longo do dia, bateu na máxima de US$ 2.070,3 por onça-troy./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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Estadão
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