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Lula cobra Petrobras indutora do desenvolvimento, mas sem prejuízo para acionistas

19 jun 2024 - 18h33
(atualizado às 19h24)
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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que ninguém quer que os acionistas da Petrobras tenham prejuízo ou que a empresa seja deficitária, mas defendeu que a empresa amplie os investimentos para ser uma indutora do desenvolvimento nacional.

"Ninguém quer que nenhum acionista tenha um centavo de prejuízos. Se investiu, tem direito a ter o seu retorno do investimento", disse o presidente em discurso na posse de Magda Chambriard na presidência da estatal.

"Ninguém quer que a Petrobras seja uma empresa deficitária, que ela perca dinheiro, não. Eu quero a Petrobras uma empresa lucrativa. Quanto mais lucro, mais investimento e mais imposto vai pagar", acrescentou.

Lula disse que desde o início de seu governo tem trabalhado por uma Petrobras mais integrada e "indutora do desenvolvimento nacional", dizendo que a empresa é estratégica para se construir um país mais igual e mais justo.

A própria Chambriard afirmou em seu discurso de posse que recebeu de Lula a missão de "movimentar a Petrobras, porque ela impulsiona o PIB do Brasil", e destacou que a petroleira "está totalmente alinhada com a visão do governo".

Chambriard assumiu o controle da companhia no mês passado, após decisão de Lula de trocar o ex-presidente Jean Paul Prates, que foi alvo de diversas críticas públicas do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Também presente na posse de Chambriard, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agradeceu à Petrobras por acordo fechado com a Receita Federal nesta semana para encerrar disputa judicial envolvendo dívidas tributárias da estatal.

O acordo selado entre governo e Petrobras visa a quitação de dívidas tributárias da companhia e deve permitir, sozinho, que o governo praticamente bata a meta de receita prevista para 2024 com transações do tipo, com um impacto de aproximadamente 12 bilhões de reais sobre o resultado fiscal do ano.

Haddad destacou que o acordo foi aprovado pelos acionistas minoritários e disse que, com a medida, a estatal deu "grande exemplo" de um trabalho bem feito entre Estado e empresa.

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